Durante o debate entre os candidatos a vice-governador de Rondônia, uma afirmação chamou atenção: a de que, na gestão passada da Prefeitura Municipal de Cacoal, teriam sido construídos dois hospitais.
O problema é que reformar, ampliar ou adequar uma estrutura que já existe não significa construir um novo hospital. São conceitos diferentes, especialmente quando se trata de apresentar resultados de uma administração pública à população.
A diferença não é apenas semântica. Construir um hospital novo envolve terreno, projeto, licitação, execução de uma obra desde a fundação, estrutura física, instalações e todo um processo de implantação. Já uma reforma ocorre sobre uma estrutura que já foi construída anteriormente.
Em período eleitoral, essa distinção precisa ser tratada com responsabilidade. O eleitor tem o direito de saber exatamente o que foi construído, o que foi reformado, o que foi ampliado e quais obras efetivamente começaram e terminaram em cada gestão.
As declarações feitas pelo candidato Adailton Fúria e reproduzidas por seus apoiadores, ao apresentarem reformas e intervenções em estruturas existentes como se fossem novos hospitais, precisam ser confrontadas com os fatos e com os documentos oficiais. Narrativa política não pode substituir realidade administrativa.
A disputa eleitoral pode envolver projetos, críticas e diferentes visões para o futuro, mas não deveria permitir que conceitos sejam deliberadamente confundidos para produzir uma impressão diferente daquilo que realmente aconteceu.
Rondônia precisa de uma campanha baseada em propostas e resultados verificáveis. Reformar é reformar. Ampliar é ampliar. Construir é construir. E o cidadão merece saber exatamente a diferença.
Mais do que uma disputa entre candidatos, essa é uma questão de respeito ao eleitor e à verdade dos fatos.
JORNAL COLUNA DA HORA
