Para as eleições de 2026 em Rondônia, analisa-se que diversos postulantes ao governo estadual carecem de capital eleitoral (voto da massa), sendo desconhecidos ou com resultados pífios em eleições anteriores. Nomes como Samuel Costa (PSB), Teodoro (PSOL) e Pedro Abid (MDB) são citados nesse contexto de baixa presença, enquanto candidaturas como as de Adailton Fúria (PSD) e Expedito Neto (PT) enfrentam o desafio de baixa aprovação por conta de suas sombras estarem conectadas com nomes que são de grande rejeição à nível estadual e federal.
Adaílton Fúria está de mãos dadas com o governador Marcos Rocha, outro que tem grande rejeição em Porto Velho e interior, tem ainda ligação com o ex-governador e ex-senador cassado, Ivo Cassol, que tem muita influência na região conhecida por Zona da Mata, por isso, indicou o pré-candidato a vice-governador, o empresário e ex-deputado Everton Leoni. Essa indicação de Cassol foi estratégica, pois ele acredita que Everton tenha bastante influência eleitoral na Capital, o que pode ser ou não improvável, ainda é cedo para acreditar nisso.
O pré-candidato Marcos Rogério, sob forte influência do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Flávio, pré-candidato à presidência do país, ainda está definindo o seu vice, mas há fortes indícios de que seja alguém ligado ao Podemos (por indicação do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes). Entre os postulantes, MR é o mais firme nesta largada eleitoral, pois a sua sombra está mais para luz do que para trevas, já que o estado de Rondônia possui a maior concentração de eleitores de direita no Brasil (proporcionalmente), o que gera força o suficiente para eleger um governante. O alinhamento entre Marcos Rogério e a família Bolsonaro é bem forte e vai dar trabalho para os opositores.
Outro candidato ao governo que pode ser inexpressivo nas urnas, pelo menos no interior do estado, se chama Hildon Chaves, que já foi prefeito de Porto Velho com boa avaliação, por isso na capital ele pode ter uma grande concentração de urnas. Porém, sua pré-campanha apesar de ter sido iniciada com positividade, já apresentando seu vice na largada, o deputado Cirone Deiró, com influência razoável em Cacoal e região do café, andou desacelerando sua presença na mente do eleitor. Analistas dizem que Hildon tem se dedicado mais a sua agenda internacional do que na própria pré-campanha, então isso abre espaço para seus concorrentes, o que pode ser decisivo lá na frente, quando a disputa oficial começar, ente 15 de agosto e 3 de outubro.
Essa percepção de baixa popularidade eleitoral de alguns pré-candidatos reflete o atual afunilamento da disputa em Rondônia para 2026. Enquanto nomes conhecidos dominam o topo das pesquisas, outros postulantes ainda lutam para romper as barreiras regionais ou de conhecimento do eleitorado.
Muitas águas de rio e de chuva ainda vão rolar por aqui por esse pedaço de verde imensidão e, nesses primeiros passos, já deu para desenhar bem quem vai fazer a diferença nas urnas, pois já sabemos quem tem bagagem e experiência e quem não tem nada para oferecer a não ser ataques críticos e vazios.
COLUNA DA HORA – JORNALISTA GÉRI ANDERSON