COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – Presidente do Gazin Porto Velho se indigna com falta de estádio e cobra solução para o futebol rondoniense

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Jedson Lobo questiona demora na recuperação do Aluizão e alerta para prejuízos financeiros, dificuldades para atrair patrocinadores e afastamento dos torcedores.

 

A falta de um estádio em condições de receber partidas profissionais em Porto Velho levou o presidente do Gazin Porto Velho, Jedson Lobo, a cobrar providências do Governo de Rondônia. O dirigente manifesta preocupação com o futuro do futebol na capital e questiona quando os clubes poderão voltar a jogar diante de suas torcidas.

Segundo Lobo, o Gazin Porto Velho ultrapassou a marca de 35 mil camisas vendidas em 2026, demonstrando o potencial de mobilização do clube. Apesar desse alcance, a ausência do Estádio Aluízio Ferreira, o Aluizão, impõe dificuldades à equipe, que precisa lidar com despesas adicionais para disputar partidas fora de casa.

Os custos com viagens, hospedagem e logística comprometem o orçamento, enquanto a distância dos torcedores reduz as oportunidades de arrecadação. A situação também dificulta a atração de patrocinadores, que buscam visibilidade e contato com o público.

Dirigente cobra prazo e solução

Em sua manifestação, o presidente cobra do governador Marcos Rocha, da Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos (Seosp) e da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) uma resposta sobre a recuperação do estádio.

Para Lobo, a falta de uma definição compromete o planejamento dos clubes e prejudica o desenvolvimento do futebol profissional em Rondônia. O dirigente também aponta dificuldades para ampliar os investimentos privados e estruturar as categorias de base, citando a falta de um terreno destinado à formação de novos atletas.

Os efeitos, segundo ele, vão além do campo, atingindo jogadores, trabalhadores, comerciantes e torcedores que deixam de acompanhar as partidas na própria cidade.

“Não pedimos que o governo sustente o clube. Cobramos responsabilidade e condições para trabalhar”, afirma o presidente.

 

A reivindicação coloca em evidência um desafio para o esporte rondoniense: garantir infraestrutura para que os clubes possam competir, atrair investimentos e fortalecer a relação com suas torcidas.

Até o momento, as informações apresentadas pelo dirigente não esclarecem quando o estádio estará disponível para receber novamente os jogos. A principal cobrança, portanto, é por um cronograma definido e medidas concretas para a retomada das atividades no Aluizão. “Queremos o Aluizão de volta. Queremos jogar em casa”, reforça Jedson Lobo.

 

Sem jogos em casa, comércio e trabalhadores também perdem

A realização de partidas em Porto Velho poderia movimentar diferentes setores da economia, como bares, restaurantes, lanchonetes, transporte, comércio informal e serviços. Torcedores reunidos em torno do futebol representam oportunidades de renda para pequenos empreendedores e trabalhadores que dependem do movimento gerado pelos eventos esportivos.

A ausência dos jogos também reduz as possibilidades de arrecadação do clube e dificulta a atração de patrocinadores, que buscam visibilidade para suas marcas. Sem público nas arquibancadas e sem uma programação esportiva regular na capital, toda a cadeia econômica ligada ao futebol perde oportunidades de negócios. “Torcida e patrocinadores nos sustentam. A falta do Aluizão enfraquece os dois”, desabafa o presidente.

 

COLUNA DA HORA

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