Governo articula ações para lidar com possíveis efeitos do El Niño

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Com a chegada do El Niño, o governo federal articula ações com estados e municípios para preparar o país e a população para possíveis eventos extremos no segundo semestre. Segundo o ministro Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional do Brasil, o diálogo entre os entes federativos é permanente.

De acordo com o ministro, mesmo com a experiência e os avanços tecnológicos, é difícil prever com exatidão o impacto desses eventos extremos. Por isso, é preciso se antecipar.

“Precisa que o combustível, nos sistemas isolados de energia, para três meses de uso, quatro meses de uso, chegue antes da estiagem chegar. Que alimentos que possam ser guardados, preservados, na comunidade, nos mercantis, nos comércios… porque, para quando chegar no período mesmo da estiagem, muitos casos você só vai ter acesso por helicóptero”.

O ministro Waldez Góes participou do programa Bom Dia Ministro, da EBC, nesta quinta-feira. Ele destacou o sistema Defesa Civil Alerta, que não exige cadastro da população, e reforçou a importância de que os planos cheguem ao conhecimento das pessoas.

“Se uma autoridade emite um alerta, você tem que respeitar. Agora, para você respeitar, você tem que conhecer, conviver, tem que participar, tem que aprender a lidar com aquilo. Então, nós chamamos de cultura do risco, o Brasil tá se organizando, cada vez mais, e criando uma cultura do risco”.

De acordo com o Inmet, as condições do El Niño já estão estabelecidas, e o fenômeno deve se intensificar até o verão, podendo chegar a ser um dos mais fortes desde 1950. O El Niño pode provocar estiagem nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o Sul do país deve registrar chuvas acima da média.

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