COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – O SILÊNCIO DO GOVERNADOR EM RELAÇÃO AO COLEGA TENENTE-CORONEL DETIDO POR GRANDE QUANTIDADE DE CONTRABANDO DE MEDICAMENTO EMAGRECEDOR

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O tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia, Davi Machado de Alencar, foi preso no último sábado, 2 de maio, ao sair do Paraguai e tentar entrar no Brasil pelo Estado do Paraná com uma carga de medicamentos emagrecedores avaliada em R$ 400 mil.

As canetas antiobesidade são um sucesso de vendas no país e, o tenente-coronel sabendo disso, resolveu fazer um investimento sem autorização da alfândega brasileira, o que caracteriza contrabando de medicamentos. O lucro seria certo caso o militar obtivesse êxito na investida.

“O oficial alegou que os remédios seriam para uso familiar, mas a grande quantidade indicava comércio ilegal”.

 

Além de sua patente na PM, Davi Machado de Alencar ocupa o cargo de Diretor Executivo na Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat) do Governo de Rondônia.

Até agora o Governador do Estado de Rondônia não se pronunciou sobre o caso, tampouco exonerou o servidor comissionado em cargo de confiança e colega de farda, já que Marcos Rocha também pertence ao quadro de oficiais da PM, com a patente de coronel. Um péssimo exemplo para a população, já que o mesmo ocupa o cargo de maior poder na região. Um governador deveria dar exemplo.

Nas redes sociais todos se perguntam o que o nobre chefe do executivo estadual iria fazer se o envolvido no contrabando fosse de menor patente, ou até mesmo um praça da PM. A Justiça concedeu liberdade provisória ao tenente-coronel, mediante o pagamento de uma fiança de R$ 30 mil.

O espaço do PORTAL COLUNA DA HORA está aberto para eventual explicação ou manifestação de posicionamento sobre o assunto.

DETALHES DA PRISÃO
  • Local: Aduana da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai.
  • Apreensão: Mais de 300 ampolas de tirzepatida (substância do Mounjaro) e quatro de retratutida (droga ainda em fase experimental).
  • Contexto: Os produtos estavam escondidos em malas e em uma mochila dentro de um veículo de turismo.
  • Justificativa: O oficial alegou que os remédios seriam para uso familiar, mas a grande quantidade indicava comércio ilegal.
O OFICIAL VAI TER QUE ENFRENTAR O PROCESSO JUDICIAL:
  • Foi autuado por falsificação ou corrupção de produtos medicinais (Art. 273 do Código Penal), crime com pena de 10 a 15 anos.
  • A Justiça concedeu liberdade provisória mediante o pagamento de uma fiança de R$ 30 mil.

Charge compartilhada pelos grupos de whats e perfis no instagram, facebook e tik tok ganhou notoriedade com milhares de visualizações. Não se sabe de quem foi a autoria artística da ilustração.

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