{"id":48540,"date":"2026-10-06T13:20:44","date_gmt":"2026-10-06T16:20:44","guid":{"rendered":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=48540"},"modified":"2026-10-06T13:20:44","modified_gmt":"2026-10-06T16:20:44","slug":"estudo-revela-como-medo-da-violencia-limita-rotina-de-mulheres-no-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=48540","title":{"rendered":"Estudo revela como medo da viol\u00eancia limita rotina de mulheres no RJ"},"content":{"rendered":"<p>O medo da viol\u00eancia tem levado mulheres da Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro a mudar trajetos, evitar determinados hor\u00e1rios e at\u00e9 abrir m\u00e3o de atividades como trabalho e lazer.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1704528&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1704528&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>\u00c9 o que revela a pesquisa \u201cRotina Calculada\u201d, realizada pela ONG Movimentos, em parceria com o Instituto Fogo Cruzado e o Instituto Update. O estudo re\u00fane relatos de 20 mulheres \u2014 com recortes de cor, ra\u00e7a, situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, social e moradia \u2014 para entender como a inseguran\u00e7a limita o direito de ir e vir e interfere nas escolhas cotidianas.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, a inseguran\u00e7a afeta mulheres de diferentes perfis, mas os recursos dispon\u00edveis para lidar com o medo variam conforme as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e o local onde residem.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise indica que o fator financeiro determina o n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o ao risco. Mulheres com renda maior relatam o uso de alternativas de seguran\u00e7a, como corridas por aplicativos, t\u00e1xis ou hospedagens.<\/p>\n<p>Para as mulheres com menor poder aquisitivo, os depoimentos apontam uma din\u00e2mica diferente. O pre\u00e7o das passagens impede a escolha de trajetos alternativos, o que leva esse grupo a caminhar por vias, muitas vezes, sem ilumina\u00e7\u00e3o ou a recusar vagas de emprego devido aos riscos do trajeto, segundo a coordenadora de comunica\u00e7\u00e3o da ONG Movimentos, Isabelly Damasceno.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es pessoais tamb\u00e9m aparecem como parte das estrat\u00e9gias de seguran\u00e7a. Homens desconhecidos s\u00e3o apontados como fonte de medo, explica Isabelly.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Os homens desconhecidos\u00a0s\u00e3o o principal fator de medo para elas. Mas os homens conhecidos, os homens do c\u00edrculo social dessas mulheres, eles acabam virando uma esp\u00e9cie de escudo, por exemplo, para voltar mais tarde para casa, para pegar no ponto de \u00f4nibus. Ent\u00e3o, o problema nem sempre para essas mulheres \u00e9 estar sozinha. Mas sozinha essas mulheres se sentem sim mais expostas ao risco, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 confort\u00e1vel que elas sempre dependam de um homem conhecido ou de uma outra rede de apoio para sustentar essa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a na cidade.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Dentro desse mapeamento, as viv\u00eancias de mulheres trans mostram como a transfobia se soma \u00e0 viol\u00eancia cotidiana, destaca a coordenadora da Movimentos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;As mulheres j\u00e1 deixam de fazer atividades de lazer, n\u00e3o somente em locais p\u00fablicos, mas tamb\u00e9m dentro de espa\u00e7os como a academia. Uma das entrevistadas apontou para a gente que nunca houve a possibilidade de fazer um exerc\u00edcio f\u00edsico dentro de uma academia pelo medo de sofrer a transfobia. Ent\u00e3o, a gente entende e a gente defende, n\u00e9, que a seguran\u00e7a p\u00fablica precisa n\u00e3o s\u00f3 reduzir os \u00edndices de viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m todos esses c\u00e1lculos que essas mulheres precisam fazer para ter o direito \u00e0 cidade e \u00e0 livre circula\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O levantamento aponta que a inseguran\u00e7a interfere na rotina das mulheres, afetando desde os hor\u00e1rios de sa\u00edda de casa at\u00e9 a escolha das roupas utilizadas.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o estudo sugere que essas din\u00e2micas de sobreviv\u00eancia sejam integradas aos dados oficiais, permitindo a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a direcionadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p>A pesquisa completa est\u00e1 dispon\u00edvel no endere\u00e7o: <a href=\"https:\/\/www.movimentos.org.br\/\" target=\"_blank\">movimentos.org.br<\/a>.<\/p>\n<p>  <span class=\"hms hms-format-m-ss\">4:06<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O medo da viol\u00eancia tem levado mulheres da Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro a mudar trajetos, evitar determinados hor\u00e1rios e at\u00e9 abrir m\u00e3o de atividades como trabalho e lazer. \u00c9 o que revela a pesquisa \u201cRotina Calculada\u201d, realizada pela ONG Movimentos, em parceria com o Instituto Fogo Cruzado e o Instituto Update. 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