{"id":46515,"date":"2026-09-10T18:21:26","date_gmt":"2026-09-10T21:21:26","guid":{"rendered":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=46515"},"modified":"2026-09-10T18:21:26","modified_gmt":"2026-09-10T21:21:26","slug":"saiba-qual-e-a-rotina-ideal-de-consultas-para-cuidar-da-visao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=46515","title":{"rendered":"Saiba qual \u00e9 a rotina ideal de consultas para cuidar da vis\u00e3o"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-09\/saiba-qual-e-rotina-ideal-de-consultas-para-cuidar-da-visao\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>De quanto em quanto tempo \u00e9 preciso passar por uma consulta com oftalmologista? A idade influencia nessa decis\u00e3o? Uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade que exige aten\u00e7\u00e3o especial, como o diabetes, muda alguma coisa?<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1702052&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1702052&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>As respostas para essas e outras perguntas est\u00e3o em um documento lan\u00e7ado nesta quinta-feira (10) pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e divulgado durante o 70\u00ba Congresso da especialidade, que ocorre at\u00e9 s\u00e1bado (12), em Salvador.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-09\/autismo-medica-lista-estrategias-que-ajudam-no-atendimento-criancas\">Autismo: m\u00e9dica lista estrat\u00e9gias que ajudam no atendimento a crian\u00e7as.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em nota, a entidade avaliou que o documento confirma para pacientes, familiares e mesmo m\u00e9dicos de outras especialidades a <strong>necessidade da consulta peri\u00f3dica com um oftalmologista como cuidado essencial para a sa\u00fade ocular.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSomente por meio desse encontro se torna poss\u00edvel fazer o diagn\u00f3stico precoce e o tratamento oportuno de doen\u00e7as que acometem a vis\u00e3o\u201d, completou o CBO no comunicado.<\/p>\n<h2>Periodicidade<\/h2>\n<p><strong>A consulta oftalmol\u00f3gica deve ser realizada com periodicidade adequada \u00e0 faixa et\u00e1ria e \u00e0 presen\u00e7a de comorbidades, j\u00e1 que o exame \u00e9 capaz de identificar doen\u00e7as que evoluem silenciosamente e que, uma vez instaladas, provocam perda visual irrevers\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<p>Os intervalos recomendados para as consultas s\u00e3o par\u00e2metros m\u00ednimos de refer\u00eancia para pessoas sem doen\u00e7a ocular diagnosticada e que n\u00e3o apresentam fatores de risco.<\/p>\n<h2>>> Confira a recomenda\u00e7\u00e3o para cada faixa et\u00e1ria:<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>rec\u00e9m-nascido<\/strong>: teste do reflexo vermelho, realizado pelo pediatra nas primeiras 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. Se o exame tiver altera\u00e7\u00e3o, o beb\u00ea deve ser encaminhado\u00a0com urg\u00eancia para o especialista.<\/li>\n<li><strong>0 a 36 meses:<\/strong> repeti\u00e7\u00e3o do teste do reflexo vermelho nas consultas m\u00e9dicas. Deve ser feita\u00a0menos tr\u00eas vezes ao ano durante os tr\u00eas primeiros anos de vida da crian\u00e7a, com avalia\u00e7\u00e3o dos marcos do desenvolvimento visual, da fixa\u00e7\u00e3o e do alinhamento ocular.<\/li>\n<li><strong>6 a 12 meses:<\/strong> primeira consulta oftalmol\u00f3gica completa, com o objetivo de detectar e tratar precocemente falhas do desenvolvimento visual.<\/li>\n<li><strong>3 a 5 anos:<\/strong> pelo menos uma consulta oftalmol\u00f3gica completa, com inspe\u00e7\u00e3o dos olhos e anexos, avalia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o visual, testes de motilidade e alinhamento, refra\u00e7\u00e3o sob cicloplegia (que mede o grau real do olho)\u00a0e fundo de olho sob dilata\u00e7\u00e3o, preferencialmente antes da alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>idade escolar e adolesc\u00eancia (at\u00e9 18 anos):<\/strong> reavalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, com avalia\u00e7\u00e3o oftalmol\u00f3gica completa entre 12 e 18 anos. \u00c9 considerado o per\u00edodo de\u00a0maior surgimento e crescimento da miopia\u00a0entre estudantes.<\/li>\n<li><strong>\u2060adultos at\u00e9 39 anos<\/strong>: avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica mesmo que n\u00e3o tenha\u00a0sintomas. Doen\u00e7as relevantes podem ocorrer\u00a0nessa faixa et\u00e1ria sem apresentar sinais.<\/li>\n<li><strong>a partir dos 40 anos:<\/strong> consulta anual. A preval\u00eancia de glaucoma, por exemplo, sobe para cerca de 2% ap\u00f3s os 40 anos e a presbiopia (conhecida como vista cansada) aumenta\u00a0progressivamente a partir dessa idade.<\/li>\n<li><strong>idosos: <\/strong>acompanhamento anual, no m\u00ednimo, com aten\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada. Deve-se ficar atento \u00e0 catarata senil e ao glaucoma. N\u00e3o existem estudos nacionais, mas estima-se, a partir de dados internacionais, que a degenera\u00e7\u00e3o macular\u00a0alcance 2,2% dos indiv\u00edduos entre 70 e 79 anos e at\u00e9 10,3% daqueles com 80 anos ou mais.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Doen\u00e7as cr\u00f4nicas<\/h2>\n<p>Caso haja diagn\u00f3stico de alguma doen\u00e7a cr\u00f4nica, hist\u00f3rico familiar de doen\u00e7as oculares ou exposi\u00e7\u00f5es a circunst\u00e2ncias espec\u00edficas, o documento estabelece a necessidade de intensificar o acompanhamento em consultas, com intervalos definidos pelo oftalmologista a partir da avalia\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p>Cabe ao m\u00e9dico oftalmologista definir\u00a0se os intervalos entre as consultas\u00a0devem ser reduzidos.<\/p>\n<h2>>> Os principais fatores\u00a0a serem considerados s\u00e3o:<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>diabetes:<\/strong> cerca de 50% dos pacientes desenvolvem algum grau de retinopatia diab\u00e9tica (complica\u00e7\u00e3o\u00a0na retina), propor\u00e7\u00e3o que chega a aproximadamente 80% ap\u00f3s 25 anos de doen\u00e7a. O paciente diab\u00e9tico tem quase 30 vezes mais chance de tornar-se cego. Recomenda-se avalia\u00e7\u00e3o com pupilas dilatadas desde o diagn\u00f3stico e acompanhamento regular, mesmo se n\u00e3o houver\u00a0queixa de problema na vis\u00e3o. Gestantes com diabetes devem ter acompanhamento espec\u00edfico.<\/li>\n<li><strong>hist\u00f3rico\u00a0familiar de glaucoma: <\/strong>parentes de primeiro grau t\u00eam entre quatro e oito vezes mais chance de desenvolver a doen\u00e7a. Integram o grupo de risco pessoas com mais de 50 anos, afrodescendentes e pacientes com press\u00e3o intraocular elevada, que devem ser submetidos a exame completo, incluindo fundoscopia para avalia\u00e7\u00e3o do nervo \u00f3ptico e tonometria, em qualquer idade.<\/li>\n<li><strong>hist\u00f3rico\u00a0familiar de outras doen\u00e7as oculares:<\/strong> ceratocone, distrofias corneanas e retinose pigmentar, entre outras condi\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o gen\u00e9tica, justificam avalia\u00e7\u00e3o antecipada e acompanhamento peri\u00f3dico dos familiares.<\/li>\n<li><strong>miopia e miopia elevada:<\/strong> essa doen\u00e7a ocular aumenta o risco de deslocamento de retina, glaucoma e degenera\u00e7\u00e3o macular mi\u00f3pica. A avalia\u00e7\u00e3o deve ser realizada por um oftalmologista que, al\u00e9m de prescrever \u00f3culos, far\u00e1 exames para diagnosticar e tratar poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es. Em crian\u00e7as m\u00edopes, recomenda-se acompanhamento a cada 12 meses e, nos casos n\u00e3o controlados, a cada seis meses.<\/li>\n<li><strong>prematuridade:<\/strong> rec\u00e9m-nascidos com peso igual ou inferior a 1.500 gramas ou idade gestacional igual ou inferior a 32 semanas devem passar por\u00a0rastreamento de retinopatia da prematuridade nas primeiras semanas de vida, com acompanhamento cont\u00ednuo.<\/li>\n<li><strong>uso de corticoides, sobretudo t\u00f3picos oft\u00e1lmicos (col\u00edrios e pomadas):<\/strong> de 30% a 40% dos indiv\u00edduos apresentam eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o intraocular em raz\u00e3o das\u00a0medica\u00e7\u00f5es, sendo 5% a 6% em situa\u00e7\u00f5es\u00a0elevadas. Entre crian\u00e7as, \u00e9 maior o per\u00edodo\u00a0para voltar ao normal ap\u00f3s parar de tomar o rem\u00e9dio. Quanto mais usar, maior o risco. Pacientes que necessitam de uso prolongado ou recorrente precisam de acompanhamento com m\u00e9dico oftalmologista para\u00a0evitar a cegueira irrevers\u00edvel causada pelo glaucoma.<\/li>\n<li><strong>uso de lentes de contato:<\/strong>\u00a0o uso de lentes de contato exige acompanhamento ao menos anual, ou em intervalo menor diante de suspeita de distor\u00e7\u00e3o corneana, altera\u00e7\u00e3o refracional ou baixa de acuidade visual com melhor corre\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>usu\u00e1rio de canetas emagrecedoras:<\/strong> tais pacientes devem incluir consultas oftalmol\u00f3gicas regulares na rotina de cuidados. Estudos apontam poss\u00edvel associa\u00e7\u00e3o com neuropatias \u00f3pticas e com altera\u00e7\u00f5es da retinopatia diab\u00e9tica.<\/li>\n<li>hipertens\u00e3o arterial, doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas e autoimunes e uso de medicamentos com potencial toxicidade ocular exigem vigil\u00e2ncia. O tabagismo \u00e9 fator de risco para a degenera\u00e7\u00e3o macular a depender da\u00a0idade do paciente.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Profissional habilitado e ambiente adequado<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de profissionais habilitados &#8211; com forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, o conselho alerta para a import\u00e2ncia de que ambiente do atendimento seja adequado.<\/p>\n<p>Consultas e exames de diagn\u00f3stico, bem como outros procedimentos oftalmol\u00f3gicos, devem ser realizados em consult\u00f3rios, postos de sa\u00fade e hospitais\u00a0que atendam \u00e0s exig\u00eancias da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) quanto \u00e0 estrutura f\u00edsica, equipamentos e condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias.<\/p>\n<h2>Maternidade<\/h2>\n<p>O documento defende que o acompanhamento oftalmol\u00f3gico tenha in\u00edcio\u00a0ainda na maternidade. O teste do reflexo vermelho, realizado no ber\u00e7\u00e1rio, detecta catarata e glaucoma cong\u00eanitos, opacidades de c\u00f3rnea, tumores intraoculares, inflama\u00e7\u00f5es importantes e hemorragias intrav\u00edtreas.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos de vida, a avalia\u00e7\u00e3o dos marcos do desenvolvimento visual, da fixa\u00e7\u00e3o e do alinhamento ocular integra a rotina de cuidados.<\/p>\n<p>Os erros de refra\u00e7\u00e3o n\u00e3o corrigidos s\u00e3o a principal causa de defici\u00eancia visual entre as crian\u00e7as brasileiras, impactando o rendimento escolar e a socializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ambliopia, popularmente conhecida como olho pregui\u00e7oso, pode ser prevenida pelo exame oftalmol\u00f3gico realizado at\u00e9 os 3 anos. Dados internacionais apontam\u00a0que 40% das crian\u00e7as cegas poderiam ter essa consequ\u00eancia evitada ou tratada se tivessem acesso a um oftalmologista no tempo certo.<\/p>\n<h2>Cegueira<\/h2>\n<p>A maior parte das causas de cegueira e de defici\u00eancia visual, segundo o documento, \u00e9 evit\u00e1vel e trat\u00e1vel, desde que identificadas precocemente.<\/p>\n<p>Dados internacionais compilados pelo conselho indicam que a maioria dos casos de baixa vis\u00e3o no mundo \u00e9 revers\u00edvel, sobretudo catarata e erros refracionais (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia).\u00a0<\/p>\n<p>No Brasil, o CBO estima o n\u00famero de pessoas cegas em cerca de 1,5 milh\u00e3o, contingente que tende a crescer com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 que as quatro maiores causas de cegueira no pa\u00eds (catarata, glaucoma, retinopatia diab\u00e9tica e degenera\u00e7\u00e3o macular) acometem idosos.<\/p>\n<p><em>*A rep\u00f3rter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De quanto em quanto tempo \u00e9 preciso passar por uma consulta com oftalmologista? 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