{"id":44487,"date":"2026-08-17T08:21:53","date_gmt":"2026-08-17T11:21:53","guid":{"rendered":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=44487"},"modified":"2026-08-17T08:21:53","modified_gmt":"2026-08-17T11:21:53","slug":"fenomeno-das-bikes-eletricas-e-tema-do-caminhos-da-reportagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=44487","title":{"rendered":"Fen\u00f4meno das bikes el\u00e9tricas \u00e9 tema do Caminhos da Reportagem"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2026-08\/fenomeno-das-bikes-eletricas-e-tema-do-caminhos-da-reportagem\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Em oito anos, o n\u00famero de bicicletas el\u00e9tricas, autopropelidos e ciclomotores em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds cresceu 37 vezes, saltando de 7,6 mil em 2016 para 284 mil em 2024, segundo dados do setor. <strong>O\u00a0programa, que vai ao ar nesta segunda-feira (17)\u00a0\u00e0s 23h\u00a0na TV Brasil, mostra o que est\u00e1 por tr\u00e1s desses n\u00fameros impressionantes e como as cidades est\u00e3o lidando com o\u00a0fen\u00f4meno.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1699831&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1699831&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>Esses ve\u00edculos, que j\u00e1 fazem parte do dia a dia das grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, podem ser encarados como solu\u00e7\u00e3o para pequenos deslocamentos nesses locais, mas tamb\u00e9m representam riscos para quem convive com esse novo meio de transporte.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2026-04\/novas-regras-para-mobilidade-no-rio-dependem-de-mais-infraestrutura\">Novas regras para mobilidade no Rio dependem de mais infraestrutura .<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cA popula\u00e7\u00e3o, de forma espont\u00e2nea, foi comprando e utilizando cada vez mais e a\u00ed a gente entra nas discuss\u00f5es de como \u00e9 que t\u00e1 sendo esse uso, que tem crescimento muito grande e\u00a0acaba tendo conflitos em rela\u00e7\u00e3o ao uso, diz Luiz Saldanha, diretor executivo da Alian\u00e7a Bike, que representa organiza\u00e7\u00f5es do setor, como lojistas e fabricantes.\n<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para ele, a\u00a0popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 entendeu que \u00e9 um ve\u00edculo que soluciona problemas. &#8220;Falta entender como \u00e9 que a gente consegue encaixar esses ve\u00edculos e orden\u00e1-los no dia-a-dia\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os conflitos entre esses ve\u00edculos mais leves e outros mais pesados j\u00e1 gerou trag\u00e9dias, como a morte do menino Chico, de 9 anos, e sua m\u00e3e, em uma rua da zona norte do Rio de Janeiro<\/strong>. Eles estavam em um autopropelido quando foram atropelados por um \u00f4nibus, em mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cMuitas vezes a gente pensa: &#8220;Ah,\u00a0isso acontece muito pouco.\u00a0\u00a0Quantos casos voc\u00ea sabe? Mas basta ser o seu que vai ser doloroso, n\u00e9? Ent\u00e3o, acho que a gente perde isso de perspectiva, que um dia pode ser a gente\u201d, conta o pai de Chico, o roteirista Vinicius Cacofonias.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O uso desses ve\u00edculos \u00e9 regulamentado\u00a0pelo Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito (Contran). A resolu\u00e7\u00e3o mais atual data de 2023. Ela diferencia os ve\u00edculos em tr\u00eas categorias principais. A primeira dela \u00e9 a das bicicletas el\u00e9tricas, que precisam da propuls\u00e3o humana e oferecem apenas o chamado pedal assistido que, com um motor, ajuda o ciclista a acelerar o ve\u00edculo.<\/strong><\/p>\n<p>A segunda \u00e9 a dos autopropelidos, com pedal ou n\u00e3o, que n\u00e3o necessitam da propuls\u00e3o humana para acelerar e cuja velocidade n\u00e3o pode ultrapassar os 32 km\/h. Por fim, os ciclomotores tamb\u00e9m prescindem da propuls\u00e3o humana, mas podem chegar at\u00e9 os 50 km\/h.<\/p>\n<p>As duas primeiras categorias n\u00e3o exigem habilita\u00e7\u00e3o do condutor nem licenciamento do ve\u00edculo. J\u00e1 os ciclomotores exigem habilita\u00e7\u00e3o categoria A ou autoriza\u00e7\u00e3o\u00a0para Conduzir Ciclomotor (ACC), al\u00e9m de demandar registro e licenciamento do ve\u00edculo.<\/p>\n<p><strong>Para Raphael Pazos, da Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a do Ciclismo do Rio de Janeiro, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental carioca que advoga por um tr\u00e2nsito mais seguro para ciclistas, acredita ser um erro n\u00e3o exigir habilita\u00e7\u00e3o para conduzir um autopropelido.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/transportes\/pt-br\/assuntos\/transito\/conteudo-contran\/resolucoes\/Resolucao9962023.pdf\" target=\"_blank\">resolu\u00e7\u00e3o do Contran 966 de 2023<\/a> alterou a nomenclatura de certos dispositivos de mobilidade, autorizando o que antigamente era proibido. O\u00a0que antes era um ciclomotor, da noite para o\u00a0dia\u00a0virou um autopropelido e foi autorizado a ser utilizado em cal\u00e7ada e em infraestruturas ciclovi\u00e1rias\u201d, afirma. \u201cAgora qualquer um, principalmente crian\u00e7as de 13, 14, 15 anos, podem adquirir esse equipamento e pior, conduzi-los numa pista\u201d.<\/p>\n<p><strong>Professor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Marcus Quintella diz que as cidades precisam se adaptara\u00a0 esses ve\u00edculos.<\/strong> \u201cAs cidades n\u00e3o est\u00e3o prontas. Elas n\u00e3o foram planejadas para essas modernidades. Ent\u00e3o, o que est\u00e1 acontecendo hoje s\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta. \u201cA bicicleta, desde a convencional at\u00e9 o ciclomotor, j\u00e1 representa uma fatia muito importante da matriz de transporte urbano.\u00a0Voc\u00ea n\u00e3o pode tamb\u00e9m ser rigoroso de forma que v\u00e1\u00a0impedir a micromobilidade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode deixar que isso caia numa situa\u00e7\u00e3o descontrolada\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em oito anos, o n\u00famero de bicicletas el\u00e9tricas, autopropelidos e ciclomotores em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds cresceu 37 vezes, saltando de 7,6 mil em 2016 para 284 mil em 2024, segundo dados do setor. 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