{"id":44453,"date":"2026-08-16T12:18:27","date_gmt":"2026-08-16T15:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=44453"},"modified":"2026-08-16T12:18:27","modified_gmt":"2026-08-16T15:18:27","slug":"projeto-mapeia-caminhos-para-economia-verde-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=44453","title":{"rendered":"Projeto mapeia caminhos para economia verde no Nordeste"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-08\/projeto-mapeia-caminhos-para-economia-verde-no-nordeste\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>Um projeto come\u00e7ou a percorrer os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades econ\u00f4micas, setores produtivos, capacidades e compet\u00eancias capazes de contribuir para a transi\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o para uma economia de baixo carbono\u200b.\u00a0A iniciativa, chamada Futuros Verdes no Nordeste, re\u00fane o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Centro de Estudos e Sistemas Avan\u00e7ados de Recife (CESAR).<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1699730&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1699730&#038;o=rss\"><\/p>\n<p><strong>A proposta \u00e9 ouvir especialistas e representantes do setor produtivo para transformar o conhecimento sobre sustentabilidade em orienta\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que considerem a diversidade dos territ\u00f3rios nordestinos. O mapeamento tamb\u00e9m pretende identificar as necessidades de forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o de profissionais diante das novas exig\u00eancias impostas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e pela transforma\u00e7\u00e3o dos modelos produtivos.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2021-12\/brasil-pode-ser-destaque-como-provedor-de-solucoes-de-baixo-carbono\">Brasil pode ser destaque como provedor de solu\u00e7\u00f5es de baixo carbono.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-12\/meio-ambiente-transicao-para-economia-de-baixo-carbono-e-uma-das-prio\">Meio ambiente: transi\u00e7\u00e3o para economia de baixo carbono \u00e9 prioridade.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Para Diogo Ara\u00fajo, bi\u00f3logo, analista do CESAR e um dos coordenadores do projeto, a transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono n\u00e3o acontece de forma autom\u00e1tica.<\/p>\n<p>&#8220;As oportunidades n\u00e3o se distribuem automaticamente e tamb\u00e9m n\u00e3o vai ter uma transforma\u00e7\u00e3o de forma t\u00e3o natural e t\u00e3o autom\u00e1tica [&#8230;]. Ent\u00e3o \u00e9 por isso que o Futuros Verdes no Nordeste nasce. Para compreender essa complexidade.&#8221;<\/p>\n<p>A regi\u00e3o re\u00fane, ao mesmo tempo, alguns dos principais desafios provocados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e um conjunto de potencialidades para o desenvolvimento de alternativas produtivas mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), a caatinga \u00e9 um dos biomas mais amea\u00e7ados pela desertifica\u00e7\u00e3o em todo o mundo.<\/strong> Em 2025, segundo o Mapbiomas, tr\u00eas dos cinco estados que mais desmataram estavam no Nordeste: Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Bahia. <strong>Quatro das sete cidades brasileiras mais amea\u00e7adas pela eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar tamb\u00e9m est\u00e3o na regi\u00e3o, segundo a Climate Central: Recife, S\u00e3o Lu\u00eds, Fortaleza e Salvador.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por outro lado, 92% de toda a energia e\u00f3lica produzida no pa\u00eds vem do Nordeste. A regi\u00e3o tamb\u00e9m abriga cinco das 10 maiores usinas solares e tem no turismo uma importante fonte de gera\u00e7\u00e3o de recursos.<\/strong><\/p>\n<p>Para o gerente de Recursos Naturais da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), M\u00e1rio Cardoso, as oportunidades podem ser ainda mais amplas.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea tem potencialidade na bioeconomia, na biodiversidade da caatinga, na quest\u00e3o de biomassa e energia renov\u00e1vel, tanto com etanol quanto energia solar, as energias renov\u00e1veis, solar e e\u00f3lica, tudo isso voc\u00ea tem potencialidade&#8221;, lista Mario Cardoso, Gerente de Recursos Naturais da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). Mas ele emenda uma quest\u00e3o: &#8220;Agora, como transformar essa potencialidade em desenvolvimento?<\/p>\n<p>Para o especialista, a resposta \u00e9 complexa e envolve, entre outros fatores, cadeia de produ\u00e7\u00e3o, demanda do setor produtivo, potencial de mercado, viabilidade t\u00e9cnica e capacidade de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u201cTem locais que t\u00eam voca\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica? Tem. Mas ele tamb\u00e9m depende da linha de transmiss\u00e3o. Potencial, por si s\u00f3, n\u00e3o gera desenvolvimento. Tem toda uma estrat\u00e9gia por tr\u00e1s, uma condi\u00e7\u00e3o, uma infraestrutura, uma regula\u00e7\u00e3o, tudo o que suporte esse potencial. N\u00e3o tem resposta simples, n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o de prateleira.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A capacidade de implementa\u00e7\u00e3o passa tamb\u00e9m pela forma\u00e7\u00e3o de profissionais habilitados \u00e0s novas demandas. Nicolis Amaral, do Instituto Clima e Sociedade (iCS), acredita que \u00e9 preciso fazer ajustes na forma\u00e7\u00e3o dos profissionais que v\u00e3o encarar os desafios impostos pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cAs profiss\u00f5es come\u00e7am a se transformar por demanda\u201d explica a ativista que se formou como engenheira qu\u00edmica, mas que apresenta sua pr\u00f3pria transi\u00e7\u00e3o de carreira como um exemplo das mudan\u00e7as que precisam ser feitas:<\/p>\n<p>\u201cA gente come\u00e7a a olhar essa grade curricular mais engessada. Eu, por exemplo, sou engenheira qu\u00edmica. A minha engenharia qu\u00edmica foi focada no petr\u00f3leo, n\u00e3o foi focada na economia verde. Ent\u00e3o, ao longo do tempo, fui me especializando [&#8230;] hoje eu me vejo como especialista em descarboniza\u00e7\u00e3o por cursos adicionais, n\u00e3o pela minha gradua\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Nicolis participa do projeto que percorre os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades e pensar na capacita\u00e7\u00e3o de profissionais que possam responder \u00e0s novas exig\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cTudo que \u00e9 demandado \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o e o emprego verde vai exigir uma transforma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Tem demanda, tem mercado, tem projeto, tem investimento, junto vem empregabilidade.\u201d defende a engenheira de descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Cardoso, transformar as potencialidades da regi\u00e3o em desenvolvimento exige planejamento e rapidez. Ele lembra que empresas que n\u00e3o adotam processos mais sustent\u00e1veis podem perder espa\u00e7o no mercado e cita as exig\u00eancias ambientais que v\u00eam sendo estabelecidas por pa\u00edses e blocos econ\u00f4micos, como a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p><strong>O desafio, segundo ele, \u00e9 impedir que a degrada\u00e7\u00e3o ambiental elimine oportunidades antes mesmo que elas possam se transformar em cadeias produtivas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando a gente trata da bioeconomia, muitas vezes o desmatamento vem antes e acaba com tudo. A gente tem que correr. Tem que come\u00e7ar a pensar de uma maneira mais pragm\u00e1tica, porque o mundo est\u00e1 andando muito depressa. Hoje, [se]\u00a0a gente n\u00e3o consegue fazer,\u00a0o outro l\u00e1 fora faz e daqui a gente compra dele. Se a gente n\u00e3o transforma nossa bioeconomia, nosso a\u00e7a\u00ed por exemplo, num produto realmente de peso no Brasil, daqui a pouco a gente vai estar comprando ele de outra pessoa, de outro pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto come\u00e7ou a percorrer os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades econ\u00f4micas, setores produtivos, capacidades e compet\u00eancias capazes de contribuir para a transi\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o para uma economia de baixo carbono\u200b.\u00a0A iniciativa, chamada Futuros Verdes no Nordeste, re\u00fane o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Centro de Estudos e Sistemas Avan\u00e7ados de 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