{"id":42017,"date":"2026-07-09T16:18:53","date_gmt":"2026-07-09T19:18:53","guid":{"rendered":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=42017"},"modified":"2026-07-09T16:18:53","modified_gmt":"2026-07-09T19:18:53","slug":"operacao-prende-presidente-do-rio-metropole-por-desvio-de-r-863-mi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=42017","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o prende presidente do Rio Metr\u00f3pole por desvio de R$ 86,3 mi"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2026-07\/operacao-prende-presidente-do-rio-metropole-por-desvio-de-r-86-mi\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Uma opera\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu, nesta quinta-feira (9), seis pessoas envolvidas em um suposto esquema de corrup\u00e7\u00e3o que desviou R$ 86,28 milh\u00f5es dos cofres do estado do Rio de Janeiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1696335&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1696335&#038;o=rss\"><\/p>\n<p><strong>Entre os presos est\u00e1 o presidente do Instituto Rio Metr\u00f3pole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como &#8220;Did\u00ea&#8221;<\/strong>. Ele j\u00e1 foi chefe da C\u00e2mara de Vereadores de S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, cidade da Regi\u00e3o Metropolitana do Rio.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2026-07\/mpsp-denuncia-4-pessoas-por-morte-de-jovem-em-salto-em-limeira\">Minist\u00e9rio P\u00fablico de SP denuncia quatro pessoas por morte em salto .<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2026-07\/camelos-protestam-contra-programa-da-prefeitura-no-rio\">Camel\u00f4s protestam contra programa da prefeitura no Rio .<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2026-07\/policia-federal-deflagra-6a-fase-da-operacao-unha-e-carne-no-rio\">Pol\u00edcia Federal deflagra 6\u00aa fase da Opera\u00e7\u00e3o Unha e Carne, no Rio .<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Foram cumpridos nove mandados de busca e apreens\u00e3o na capital e\u00a0em S\u00e3o Gon\u00e7alo, na regi\u00e3o metropolitana,\u00a0e em Teres\u00f3polis, na Regi\u00e3o Serrana.<\/p>\n<h2>Desvio<\/h2>\n<p>O MPRJ aponta que o esquema desviava\u00a0verbas por meio do Instituto Rio Metr\u00f3pole. A autarquia do governo estadual\u00a0tem fun\u00e7\u00f5es como elaborar projetos nas \u00e1reas de mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao todo, <strong>o Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual denunciou 11 pessoas \u00e0 Justi\u00e7a,<\/strong> pelos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, corrup\u00e7\u00e3o passiva, fraude em licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00f5es e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>De acordo com a den\u00fancia apresentada \u00e0 1\u00aa Vara Especializada em Organiza\u00e7\u00e3o Criminosa da Capital, os acusados utilizaram \u201ccontratos milion\u00e1rios\u201d firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar os recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico detalhou que valores eram pagos a duas empresas contratadas que, depois, repassavam, por meio de contratos simulados, para o Instituto Bio, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG).<\/p>\n<h2>Saques em esp\u00e9cie<\/h2>\n<p>O dinheiro era transferido para a conta pessoal da\u00a0presidente da ONG, Caroline Soares Barros. Depois, era sacado em esp\u00e9cie e transportado com o apoio da empresa privada de escolta armada\u00a0controlada por um dos denunciados, para dificultar o rastreamento.<\/p>\n<p>De acordo com os investigadores, a ONG era uma entidade sem estrutura operacional compat\u00edvel com os servi\u00e7os teoricamente contratados e n\u00e3o tinha funcion\u00e1rios. Caroline Barros era tamb\u00e9m fiscal de contratos do IRM.<\/p>\n<p><strong>A investiga\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em janeiro deste ano, ap\u00f3s Caroline ser flagrada transportando R$ 500 mil em esp\u00e9cie<\/strong>, sacados em uma ag\u00eancia de Teres\u00f3polis. Ela \u00e9 uma das denunciadas.<\/p>\n<p>O MPRJ informou que a Engeconsult Consultores T\u00e9cnicos LTDA, uma das empresas contratadas, recebeu do IRM R$ 58,3 milh\u00f5es, em dois contratos, enquanto a R. Peotta Engenharia e Consultoria LTDA recebeu R$ 25,1 milh\u00f5es, em um contrato e tr\u00eas aditivos. Os procuradores solicitaram \u00e0 Justi\u00e7a a suspens\u00e3o imediata dos contratos.<\/p>\n<h2>Pai de deputado<\/h2>\n<p>Entre os 11 denunciados est\u00e1 Maur\u00edcio Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Licita\u00e7\u00e3o. <strong>Pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ), Maur\u00edcio \u00e9 apontado como articulador do direcionamento das licita\u00e7\u00f5es em favor das contratadas<\/strong>.<\/p>\n<p>Por meio de uma publica\u00e7\u00e3o no perfil de Instagram, o deputado afirmou ter sido surpreendido pela opera\u00e7\u00e3o e negou responsabilidade pela indica\u00e7\u00e3o do pai ao cargo. Ele acrescentou ainda esperar \u201cque tudo seja apurado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Outro denunciado \u00e9 Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Pol\u00edcia Civil<\/strong>. A investiga\u00e7\u00e3o aponta que ele controlava o grupo RioForte, respons\u00e1vel pela escolta armada do dinheiro.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m foi denunciado Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado ent\u00e3o \u00e0 frente da Procuradoria-Geral do IRM<\/strong>. Ele \u00e9 acusado de emitir os pareceres que deram cobertura jur\u00eddica \u00e0s contrata\u00e7\u00f5es e ao reajuste irregular do contrato.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>n\u00e3o conseguiu contato com a defesa dos denunciados e<strong> <\/strong>est\u00e1 aberta a incluir suas manifesta\u00e7\u00f5es nesta reportagem.<\/p>\n<h2>Bloqueio de bens<\/h2>\n<p><strong>O MPRJ pediu \u00e0 Justi\u00e7a o bloqueio e o sequestro de bens dos denunciados e das empresas envolvidas, at\u00e9 o limite de R$ 86,3 milh\u00f5es, al\u00e9m do pagamento de R$ 200 milh\u00f5es por danos morais coletivos<\/strong>. A Justi\u00e7a j\u00e1 decidiu pelo afastamento dos denunciados dos cargos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Dentro do MPRJ, a investiga\u00e7\u00e3o foi conduzida pelo Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especializada de Defesa da Integridade e Repress\u00e3o \u00e0 Sonega\u00e7\u00e3o Fiscal. A opera\u00e7\u00e3o contou com apoio do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica e da Corregedoria da Pol\u00edcia Civil.<\/p>\n<h2>Governo do estado<\/h2>\n<p>Por meio de nota, o governo do Rio de Janeiro informou que a a\u00e7\u00e3o desta quinta-feira \u201c\u00e9 um trabalho conjunto\u201d entre \u00f3rg\u00e3os do Estado.<\/p>\n<p>Segundo o governo, uma auditoria interna realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Gabinete de Seguran\u00e7a Institucional (GSI) identificou ind\u00edcios de irregularidade nos contratos.<\/p>\n<p>\u201cAssim que os relat\u00f3rios foram conclu\u00eddos, o governo encaminhou formalmente o material ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, \u00f3rg\u00e3o competente para conduzir investiga\u00e7\u00f5es criminais\u201d, diz o comunicado.<\/p>\n<p>O governo destaca que o Instituto Rio Metr\u00f3pole \u00e9 uma autarquia com mandato fixo de quatro anos para o presidente.<\/p>\n<p>\u201cDiferentemente de cargos de livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o, a atual gest\u00e3o foi nomeada na administra\u00e7\u00e3o anterior e tem mandato at\u00e9 o final de dezembro de 2026\u201d, detalha.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tse.jus.br\/comunicacao\/noticias\/2026\/Marco\/tse-torna-inelegivel-ex-governador-do-rio-claudio-castro\">Desde 23 de mar\u00e7o, o cargo de governador \u00e9 ocupado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro<\/a>. O magistrado assumiu ap\u00f3s a ren\u00fancia de Cl\u00e1udio Castro, que depois foi condenado \u00e0 inelegibilidade\u00a0pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).<\/p>\n<p>A corte eleitoral entendeu que o ex-governador praticou abuso de poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico, condutas vedadas e capta\u00e7\u00e3o il\u00edcita de recursos na elei\u00e7\u00e3o de 2022.<\/p>\n<p>Como o Rio de Janeiro n\u00e3o tinha vice-governador eleito nem presidente da Assembleia Legislativa, coube a Couto, presidente do Tribunal de Justi\u00e7a, assumir o cargo de chefe do executivo estadual.<\/p>\n<p>Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar o julgamento da a\u00e7\u00e3o que definir\u00e1 se o mandato de governador que termina em 2026 ser\u00e1 ocupado por um nome eleito em elei\u00e7\u00f5es diretas, com voto popular,\u00a0ou indiretas, com voto dos deputados estaduais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma opera\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu, nesta quinta-feira (9), seis pessoas envolvidas em um suposto esquema de corrup\u00e7\u00e3o que desviou R$ 86,28 milh\u00f5es dos cofres do estado do Rio de Janeiro. 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