{"id":37243,"date":"2026-05-08T11:18:17","date_gmt":"2026-05-08T14:18:17","guid":{"rendered":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=37243"},"modified":"2026-05-08T11:18:17","modified_gmt":"2026-05-08T14:18:17","slug":"rendimento-dos-mais-ricos-e-138-vezes-maior-que-o-dos-mais-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=37243","title":{"rendered":"Rendimento dos mais ricos \u00e9 13,8 vezes maior que o dos mais pobres"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-05\/rendimento-dos-mais-ricos-e-138-vezes-maior-que-o-dos-mais-pobres\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>Em 2025, o grupo formado pelos 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o brasileira teve rendimento m\u00e9dio mensal de R$ 9.117 por pessoa. Esse valor \u00e9 13,8 vezes maior que o recebido pelos 40% mais pobres. <\/strong>Para essa parcela da popula\u00e7\u00e3o, o rendimento mensal foi R$ 663.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1688770&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1688770&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>No ano anterior, essa rela\u00e7\u00e3o entre os mais pobres e os mais ricos estava em 13,2 vezes.<strong> Apesar do aumento, o \u00edndice de 2025 \u00e9 o segundo menor de uma s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-05\/renda-media-das-familias-chega-r-2264-e-e-recorde-em-2025\">Renda m\u00e9dia das fam\u00edlias chega a R$ 2.264 e \u00e9 recorde em 2025.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-05\/em-2025-227-das-familias-receberam-algum-auxilio-do-governo\">Em 2025, cerca de 18 milh\u00f5es de fam\u00edlia receberam aux\u00edlio do governo.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (<a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/sociais\/saude\/9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html\" target=\"_blank\">Pnad<\/a>), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\">IBGE<\/a>), no Rio de Janeiro.\u00a0<\/p>\n<p>Leia mais em:<br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-05\/renda-media-das-familias-chega-r-2264-e-e-recorde-em-2025\" target=\"_blank\">Renda m\u00e9dia das fam\u00edlias chega a R$ 2.264 e \u00e9 recorde em 2025<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-05\/em-2025-227-das-familias-receberam-algum-auxilio-do-governo\" target=\"_blank\">Em 2025, cerca de 18 milh\u00f5es de fam\u00edlia receberam aux\u00edlio do governo<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Para elaborar o documento, <strong>o IBGE buscou informa\u00e7\u00f5es sobre todas as formas de rendimento das fam\u00edlias<\/strong>. Al\u00e9m de sal\u00e1rios e b\u00f4nus, entram na conta aposentadoria, pens\u00e3o aliment\u00edcia, benef\u00edcio social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplica\u00e7\u00f5es financeiras, por exemplo. O total calculado foi dividido pelo n\u00famero de moradores do lar.<\/p>\n<p><strong>Veja a diferen\u00e7a de rendimento dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres nos \u00faltimos anos:<\/strong><br \/>\n\u00a0<\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"rtecenter\"><strong>Ano<\/strong><\/td>\n<td class=\"rtecenter\"><strong>Diferen\u00e7a<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2019<\/td>\n<td>16,9 vezes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2020<\/td>\n<td>14,8\u00a0vezes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2021<\/td>\n<td>17,0\u00a0vezes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2022<\/td>\n<td>14,3\u00a0vezes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2023<\/td>\n<td>14,3\u00a0vezes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2024<\/td>\n<td>13,2\u00a0vezes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2025<\/td>\n<td>13,8\u00a0vezes<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>A pesquisa aponta que a diferen\u00e7a aumentou de 2024 para 2025 porque o rendimento dos 10% mais ricos subiu 8,7%, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, a alta do grupo dos 40% mais pobres ficou em 4,7%.<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, a observa\u00e7\u00e3o mais ampliada mostra que, desde 2019, \u00faltimo ano antes da pandemia de <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/covid-19\" target=\"_blank\">covid-19<\/a>, o grupo dos 40% mais pobres teve alta de 37,6% nos rendimentos. J\u00e1 no grupo dos 10% mais abastados, o aumento foi de 11,9%. De acordo com o IBGE, o percentual foi \u201cbastante abaixo\u201d do crescimento registrado pelas demais classes.<\/p>\n<p><strong>Quando se observa apenas o comportamento do grupo dos 10% mais pobres, a expans\u00e3o de 2019 a 2025 \u00e9 de 78,7%. Nesse per\u00edodo, o rendimento mensal m\u00e9dio dessa fatia da popula\u00e7\u00e3o saltou de R$ 150 para R$ 268.<\/strong><\/p>\n<p>O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes aponta o mercado de trabalho e os programas sociais como respons\u00e1veis pela redu\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a nos \u00faltimos seis anos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cSe a gente analisar o mercado de trabalho nesse per\u00edodo mais longo, a gente v\u00ea que as classes de menor renda tiveram ganhos importantes, reajuste salarial m\u00ednimo, a expans\u00e3o dos programas sociais do governo.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A partir de 2020, com a pandemia de covid-19, o governo federal ampliou a abrang\u00eancia e o valor do principal benef\u00edcio social do pa\u00eds, o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/bolsa-familia-2\" target=\"_blank\">Bolsa Fam\u00edlia<\/a>, que na gest\u00e3o anterior recebeu nomes como Aux\u00edlio Emergencial e Aux\u00edlio Brasil. O IBGE tamb\u00e9m coletou informa\u00e7\u00f5es referentes a programas de assist\u00eancia social de estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p><strong>Apesar da redu\u00e7\u00e3o, o IBGE afirma que \u201ca desigualdade no pa\u00eds, ainda que tenha ca\u00eddo em rela\u00e7\u00e3o aos anos que precederam a pandemia, permanece em n\u00edveis bastante acentuados\u201d.<\/strong><\/p>\n<h2>Desigualdade regional<\/h2>\n<p>A pesquisa mostra a dupla desigualdade de renda da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Al\u00e9m da diferen\u00e7a direta entre ricos e pobres, o mesmo indicador reflete desequil\u00edbrios regionais.<\/p>\n<p><strong>Enquanto os 40% mais pobres t\u00eam rendimento familiar m\u00e9dio mensal de R$ 663 por pessoa, no Sul, o valor chega a R$ 978, seguido do Centro-Oeste (R$ 846) e do Sudeste (R$ 842). J\u00e1 Nordeste (R$ 449) e Norte (R$ 490) ficam abaixo da m\u00e9dia.<\/strong><\/p>\n<p>Por unidade da Federa\u00e7\u00e3o, <strong>o Distrito Federal surge como a regi\u00e3o com maior diferen\u00e7a entre os ganhos dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres.<\/strong> A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 19,7 vezes.<\/p>\n<p>Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (16,4) e Rio Grande do Norte (16,3). O maior estado do pa\u00eds, S\u00e3o Paulo, apresenta rela\u00e7\u00e3o de 11,9 vezes, sendo o 12\u00ba estado com menor disparidade.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es menos desiguais foram encontradas no Mato Grosso (9,1) e em Santa Catarina (8,4).<\/p>\n<h2>\u00cdndice de Gini<\/h2>\n<p>Outra forma de perceber a desigualdade de renda no pa\u00eds \u00e9 por meio do \u00cdndice de Gini, indicador que varia de zero a um. Quanto maior, mais desigual a sociedade. Em 2025, o Gini brasileiro ficou em 0,511, acima do ano anterior (0,504). O dado de 2025 \u00e9 o segundo menor da s\u00e9rie iniciada em 2012.<\/p>\n<p>O analista Gustavo Fontes considera que o comportamento do \u00faltimo ano n\u00e3o configura tend\u00eancia de aumento.<\/p>\n<p>\u201cTeve uma melhoria em 2024, em 2025 uma leve oscila\u00e7\u00e3o para cima, mas se mantendo abaixo dos anos anteriores a 2024, ou seja, mantendo-se pr\u00f3ximo do n\u00edvel m\u00ednimo. Eu diria que est\u00e1 pr\u00f3ximo da estabilidade, com uma pequena oscila\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h2>Recorde de rendimento<\/h2>\n<p><strong>A pesquisa do IBGE revela ainda que o rendimento m\u00e9dio das fam\u00edlias brasileiras subiu 6,9% em 2025 e atingiu recorde.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o \u00e9 que 22,7% das fam\u00edlias brasileiras, o que representa 18 milh\u00f5es de domic\u00edlios, recebiam em 2025 algum benef\u00edcio social do governo, seja federal, estadual ou municipal.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2025, o grupo formado pelos 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o brasileira teve rendimento m\u00e9dio mensal de R$ 9.117 por pessoa. Esse valor \u00e9 13,8 vezes maior que o recebido pelos 40% mais pobres. Para essa parcela da popula\u00e7\u00e3o, o rendimento mensal foi R$ 663. 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