{"id":36183,"date":"2026-04-23T17:17:43","date_gmt":"2026-04-23T20:17:43","guid":{"rendered":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=36183"},"modified":"2026-04-23T17:17:43","modified_gmt":"2026-04-23T20:17:43","slug":"brasil-pode-perder-r-47-bi-ao-priorizar-petroleo-na-foz-do-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colunadahora.com.br\/?p=36183","title":{"rendered":"Brasil pode perder R$ 47 bi ao priorizar petr\u00f3leo na Foz do Amazonas"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-04\/brasil-perde-r-47-bilhoes-ao-apostar-em-petroleo-na-foz-do-amazonas\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Ao optar pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Foz do Amazonas, o Brasil poder\u00e1 abrir m\u00e3o de R$ 47 bilh\u00f5es em receita e benef\u00edcios que poderiam ser gerados na escolha por energia renov\u00e1vel e biocombust\u00edveis, diz\u00a0estudo in\u00e9dito da WWF\u00a0Brasil,\u00a0lan\u00e7ado nesta quinta-feira (23).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1687045&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1687045&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>O montante soma as perdas de R$ 22,2 bilh\u00f5es estimadas para o investimento em combust\u00edveis f\u00f3sseis na Margem Equatorial aos R$ 24,8 bilh\u00f5es que o pa\u00eds deixaria\u00a0de lucrar pela aus\u00eancia de investimentos na\u00a0eletrifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica.<\/p>\n<h2>Perdas e ganhos<\/h2>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/Ibama-multa-Petrobras-por-vazamento-na-Foz-do-Amazonas\">Ibama multa Petrobras por vazamento na Foz do Amazonas.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-01\/organizacoes-manifestam-preocupacao-com-vazamento-na-foz-do-amazonas\">Organiza\u00e7\u00f5es manifestam preocupa\u00e7\u00e3o com vazamento na Foz do Amazonas.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Para entender o que o pa\u00eds pode ganhar e perder ao investir em uma nova fronteira petrol\u00edfera em um contexto de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica acelerada e riscos crescentes, o estudo promovido pelo WWF-Brasil usou como metodologia a An\u00e1lise Socioecon\u00f4mica de Custo-Benef\u00edcio (ACB). \u00c9 a mesma medi\u00e7\u00e3o recomendada pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o para avalia\u00e7\u00e3o de grandes investimentos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>De acordo com Daniel Th\u00e1, consultor da WWF-Brasil, \u00e9 um m\u00e9todo bastante sistem\u00e1tico e comparativo com crit\u00e9rios objetivos, baseados em evid\u00eancias, transparentes e compar\u00e1veis, em uma perspectiva de longo prazo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 uma an\u00e1lise que n\u00e3o est\u00e1 focada no lucro do investidor privado ou no imposto que o governo recolhe. Est\u00e1 balizada no retorno para todos os atores da sociedade, incluindo governo, empresa e fam\u00edlias\u201d, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\">>> Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<h2>Bacia da Foz do Amazonas<\/h2>\n<p><strong>O estudo partiu de um cen\u00e1rio\u00a0de desempenho produtivo da bacia da Foz do Amazonas, em um per\u00edodo de 40 anos<\/strong>, considerando os dez primeiros anos necess\u00e1rios \u00e0 explora\u00e7\u00e3o para identificar e comprovar o petr\u00f3leo, al\u00e9m de desenvolver a nova frente de extra\u00e7\u00e3o do recurso.<\/p>\n<p>Nos 30 anos seguintes, com o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o, foram levantados investimentos compat\u00edveis com o mercado e o pre\u00e7o do petr\u00f3leo no longo prazo, a partir de 2036, quando os barris estariam dispon\u00edveis no mercado. A reserva considerada seria de 900 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo, com a capacidade de explorar 120 mil barris ao dia a partir de 20 po\u00e7os explorat\u00f3rios<\/p>\n<p><strong>Partindo do ponto de vista exclusivamente financeiro, descontados os custos das opera\u00e7\u00f5es, as empresas teriam lucro, a partir do valor de venda de US$ 39 por barril. <\/strong>Atualmente, o barril de petr\u00f3leo est\u00e1 em torno de US$ 100.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Daniel Th\u00e1, o lucro seria mais ou menos vantajoso conforme as a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adotadas pelo\u00a0pa\u00eds. \u201cAs petroleiras dependem muito de um mundo sem a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica suficiente para terem lucro\u201d, diz.<\/p>\n<h2>Efeitos<\/h2>\n<p>O c\u00e1lculo inclui ainda o custo social do modelo adotado na Foz do Amazonas tendo como principal efeito colateral as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa,\u00a0conforme crit\u00e9rios da\u00a0Ag\u00eancia Internacional de Energia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s conseguimos, a partir do desenho desse modelo representativo, estimar emiss\u00f5es de 446 milh\u00f5es de toneladas de CO\u2082 equivalente. A maior parte na fase de consumo dos combust\u00edveis\u201d, explica o consultor da WWF-Brasil.<\/p>\n<p>O montante das emiss\u00f5es,\u00a0apenas considerando <strong>o custo social do carbono,\u00a0pode variar\u00a0de R$ 21 a R$ 42 bilh\u00f5es em preju\u00edzos gerados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, ao considerar preju\u00edzos como esses, os pesquisadores chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que o saldo l\u00edquido\u00a0da nova frente petrol\u00edfera na Foz do Amazonas geraria perda\u00a0de R$ 22,2 bilh\u00f5es em 40 anos.<\/p>\n<p>\u201cA adi\u00e7\u00e3o dessas externalidades faz com que a somat\u00f3ria dos custos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o\u00a0mais as externalidades n\u00e3o sejam\u00a0superadas pelo volume de benef\u00edcios que \u00e9 gerado\u201d, explica Daniel Th\u00e1.<\/p>\n<h2>Cen\u00e1rios<\/h2>\n<p><strong>A partir desse modelo, a rota do petr\u00f3leo foi comparada a outros dois sistemas com os mesmos par\u00e2metros\u00a0de investimentos, quantidade de energia entregue, volume de combust\u00edvel e risco de mercado nos mesmos 40 anos.<\/strong><\/p>\n<p>O estudo adota como premissa que a demanda social \u00e9 por energia, e n\u00e3o pelo petr\u00f3leo em si. Para viabilizar a compara\u00e7\u00e3o entre diferentes fontes, a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de petr\u00f3leo foi convertida em uma unidade de medida equivalente, totalizando 48,63 TWh\/ano. Essa m\u00e9trica serve como base para avaliar se alternativas, como a eletrifica\u00e7\u00e3o, podem entregar o mesmo servi\u00e7o energ\u00e9tico com custos e impactos reduzidos.<\/p>\n<p>Para o cen\u00e1rio de eletrifica\u00e7\u00e3o foram considerados\u00a050% de e\u00f3lica em solo, 42% de solar fotovoltaica, 4% de biomassa -baga\u00e7o de cana &#8211; e 4% de biog\u00e1s previstos no \u00faltimo Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cDesvendamos que essa rota de eletrifica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 imediata e n\u00e3o precisa esperar os dez anos de explora\u00e7\u00e3o da rota do petr\u00f3leo, traria um retorno positivo para sociedade, ou seja mais benef\u00edcios que custos e externalidades, de quase R$ 25 bilh\u00f5es\u201d, afirma Daniel Th\u00e1.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para o terceiro cen\u00e1rio que trabalha com os biocombust\u00edveis, a gasolina foi comparada ao etanol, o diesel ao biodiesel, o combust\u00edvel de avia\u00e7\u00e3o ao SAF (sigla em ingl\u00eas para combust\u00edvel sustent\u00e1vel de avia\u00e7\u00e3o) e o g\u00e1s de petr\u00f3leo foi comparado ao biometano.<\/p>\n<p><strong>Apesar de apresentarem custos mais altos em compara\u00e7\u00e3o ao do petr\u00f3leo, o preju\u00edzo das externalidades (efeitos colaterais) foi menor, explicam os cientistas. Isso faz com que a soma desse cen\u00e1rio chegue a um custo 29,3 bilh\u00f5es menor do que o da rota de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/strong><\/p>\n<h2>Petrobras<\/h2>\n<p>A Margem Equatorial, especialmente a bacia da Foz do Amazonas,\u00a0\u00e9 a nova fronteira de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s no Brasil, com potencial estimado de 30 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Localizada entre o Amap\u00e1 e o Par\u00e1, a regi\u00e3o \u00e9 sens\u00edvel, com vasta biodiversidade, pr\u00f3xima de rios importantes e da floresta. Ao mesmo tempo, para a Petrobras, a \u00e1rea \u00e9 considerada crucial para substituir o pr\u00e9-sal p\u00f3s-2030.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da estatal, a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo a partir da Margem Equatorial \u00e9 uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica para que o pa\u00eds n\u00e3o tenha que <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-10\/sem-margem-equatorial-brasil-pode-ter-que-importar-petroleo-em-2034\" target=\"_blank\">importar petr\u00f3leo no horizonte de dez anos<\/a>.<\/p>\n<p>O governo brasileiro defende ainda que os recursos dos combust\u00edveis f\u00f3sseis <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-02\/lula-diz-que-combustiveis-fosseis-vao-financiar-transicao-energetica\" target=\"_blank\">financiem a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do pa\u00eds<\/a>.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao optar pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Foz do Amazonas, o Brasil poder\u00e1 abrir m\u00e3o de R$ 47 bilh\u00f5es em receita e benef\u00edcios que poderiam ser gerados na escolha por energia renov\u00e1vel e biocombust\u00edveis, diz\u00a0estudo in\u00e9dito da WWF\u00a0Brasil,\u00a0lan\u00e7ado nesta quinta-feira (23). 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