COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – DEPUTADO ELEITO JURANDIR OLIVEIRA CHEGA À ALE-RO MOSTRANDO QUE ELEIÇÃO NÃO SE COMPRA; GASTOU MENOS DE R$ 120 MIL DURANTE A CAMPANHA

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Estreante e entre os que menos utilizaram recursos financeiros na campanha, deputado eleito pelo PSD mostra que voto também se conquista com presença, confiança e trabalho

 

A eleição de Jurandir Oliveira (PSD) para a Assembleia Legislativa de Rondônia traz, além da renovação política, um recado que merece ser observado com atenção. Ele mostrou que não é necessariamente a grandeza da estrutura financeira que determina o tamanho de uma vitória nas urnas.

Estreante na disputa eleitoral legislativa, Jurandir chega na ALE-RO figurando entre os candidatos eleitos que menos utilizaram recursos financeiros na campanha. O resultado ganha ainda mais relevância em um cenário no qual campanhas eleitorais frequentemente envolvem estruturas caras, grandes equipes, publicidade intensa e investimentos que podem criar a impressão de que dinheiro é condição indispensável para chegar ao mandato.

JURANDIR MOSTROU O CONTRÁRIO

Sua eleição demonstra que existe espaço para uma política construída de maneira diferente, em que credibilidade, proximidade com o eleitor e capacidade de dialogar com a população podem pesar tanto quanto uma campanha financeiramente robusta. Não se trata de dizer que dinheiro não tenha importância em uma eleição. Recursos são necessários para comunicação, deslocamento, material de campanha e organização. A questão é outra: até que ponto o dinheiro consegue substituir a confiança do eleitor?

No caso de Jurandir, as urnas deram uma resposta clara. Mesmo sem uma estrutura financeira entre as maiores, o candidato conseguiu transformar sua campanha em votos suficientes para conquistar uma cadeira no Parlamento estadual. É um desempenho que chama atenção justamente por fugir da lógica de que somente quem dispõe de grandes quantias consegue competir em condições de vitória.

UM EXEMPLO PARA OS DEMAIS

A chegada de Jurandir à Assembleia também estabelece um parâmetro para futuros candidatos e para a própria classe política. Uma candidatura competitiva pode nascer de uma estrutura mais enxuta, desde que consiga estabelecer conexão verdadeira com quem vai às urnas.

Para um estreante, começar o mandato carregando esse simbolismo é significativo. Jurandir não chega apenas como mais um novo nome da política de Rondônia. Chega trazendo consigo uma demonstração prática de que o eleitor ainda pode ser conquistado pela confiança, pela identificação e pela presença, e não apenas pelo tamanho do investimento financeiro de uma campanha.

Em tempos de disputas cada vez mais profissionalizadas e caras, sua eleição funciona como um lembrete de que a campanha pode precisar de dinheiro, mas mandato se conquista com voto. E voto, no fim das contas, continua sendo uma decisão pessoal de cada eleitor.

A vitória de Jurandir Oliveira, portanto, representa mais do que a eleição de um estreante. É também um recado aos políticos tradicionais de que nem sempre quem gasta mais é quem chega mais longe.

 

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