Lado a lado diante do caixão de Teori Zavascki, a foto de Michel Temer e Alexandre de Moraes permanece gravada como o registro mais perturbador da história política recente. A cena do velório marcou o exato instante em que os rumos da República mudaram de mãos: a estranha queda do avião que matou Teori Zavascki paralisou as investigações letais da Lava Jato, que estava prestes a homologar a delação que poderia condenar toda a cúpula do PT, e sua morte abriu a vaga herdada por Moraes, desencadeando uma sequência de coincidências sombrias.
Anos depois, as engrenagens desse arranjo ficaram expostas sem qualquer pudor. A atuação de Alexandre de Moraes no TSE, pautada por censura a denúncias de corrupção e perseguição à oposição, pavimentou o caminho eleitoral da esquerda. Mas o golpe de misericórdia na narrativa da “vontade popular” veio da própria boca da cúpula do Judiciário.
FONTE: MIDIALIZE / COLUNA DA HORA