A eleição de 2026 acaba de ganhar um ingrediente que ninguém do grupo de Léo Moraes, prefeito de Porto Velho e um dos políticos de maior influência eleitoral do Estado, gostaria de enfrentar neste momento
A candidatura de Sandra Maria Barreto de Moraes, mãe do prefeito e candidata a 1ª suplente de senador do candidato Fernando Máximo, está sob forte questionamento jurídico. O Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento do registro com base em condenação do Tribunal de Contas de Rondônia.
O episódio é antigo, mas voltou à mesa justamente agora. O TCE-RO responsabilizou Sandra por excesso de consumo de combustível em seu gabinete quando era vereadora. Foram 451,79 litros acima da quota, com dano ao erário calculado em R$ 1.048,15, além de multa individual de R$ 589,73.
CONFIRA AQUI O DOCUMENTO DA IMPUGNAÇÃO:
O MPE entende que os fatos podem enquadrá-la na hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa e sustenta que o prazo de oito anos ainda alcançaria as eleições de 2026. É aqui que o caso deixa de ser apenas jurídico e ganha dimensão política.
LÉO NO OLHO DO FURACÃO
Sandra responde pelo próprio passado político e administrativo. Léo Moraes, porém, terá de conviver com o inevitável peso eleitoral de ter a própria mãe no destaque de uma batalha judicial durante uma eleição em que sua influência política será colocada à prova.
Sandra Moraes e Léo Moraes são figuras importantes da política de Rondônia, unidos por um forte laço familiar de mãe e filho. Ambos construíram suas trajetórias na capital, Porto Velho, perpetuando o histórico político da família Moraes na região.
Por enquanto, não há decisão definitiva da Justiça Eleitoral. Há um pedido do Ministério Público. Mas uma coisa já mudou, já que o sobrenome Moraes é um peso nas urnas de Porto Velho, agora também está sob os holofotes da Justiça Eleitoral.
FONTE: COLUNA DA HORA / JORNALISTA GÉRI ANDERSON