COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – UMA ANÁLISE SOBRE HILDON CHAVES, O CANDIDATO “TIOZÃO” QUE AINDA TEM MUITO JOGO PELA FRENTE

PUBLICIDADE

 

 

Nem todo bom gestor nasce para o debate

Hildon Chaves, 58 anos, talvez esteja vivendo uma das campanhas mais diferentes de sua trajetória política. Nos dois primeiros debates na disputa pelo Governo de Rondônia, não foi o candidato que mais brilhou. Faltou agilidade em alguns momentos, faltou aquela resposta pronta e, principalmente, faltou transformar experiência de gestão em desempenho de televisão.

Mas tem trajetória

O desempenho ficou aquém do que se poderia esperar de alguém com trajetória política e administrativa consolidada. Em alguns momentos, faltou velocidade nas respostas e capacidade de transformar conhecimento técnico em um discurso mais direto para o eleitor. Isso, porém, é apenas uma parte da campanha.

O jogo só acaba quando termina

É preciso reconhecer que Hildon não tem sido o melhor debatedor da campanha, mas uma eleição não termina quando acaba o debate. No programa de tv, contam rapidez, comunicação e capacidade de responder sob pressão. Na gestão, entram planejamento, execução, articulação política, controle de recursos e capacidade de entregar resultados.

O Hildon de hoje não é o de dez anos atrás

Também seria injusto cobrar do candidato de hoje o mesmo Hildon de uma década atrás. O tempo passou, a política mudou e ele mudou junto.

O que permanece é a capacidade de raciocínio

Nas entrevistas, em conversas mais longas e quando consegue desenvolver uma ideia sem o cronômetro dos debates, Hildon demonstra que está com a cognição em dia. Pensa, articula, lembra números, fala sobre problemas da administração pública e, sobretudo, consegue apresentar aquilo que talvez seja seu maior patrimônio eleitoral, que, sem dúvida, é sua experiência acumulada.

O “tiozão” tem currículo

Há uma diferença importante entre falar sobre gestão e ter passado oito anos sentado na cadeira de prefeito. Hildon foi reeleito em Porto Velho e deixou uma marca administrativa construída em dois mandatos. Obras, organização da máquina pública, investimentos e uma condução que buscou manter as contas sob controle fazem parte desse legado. Pode-se discutir escolhas, prioridades e até resultados. Política é justamente isso. Mas é difícil discutir que Hildon tem o que mostrar.

Governar não é ganhar debate

Talvez esteja aí o ponto central desta campanha. Debate é importante. Muito importante. É onde o eleitor observa preparo, equilíbrio, capacidade de resposta e domínio dos temas. Mas governar é outra coisa.

Governar é muito mais além

Governar exige tomar decisões difíceis, administrar dinheiro público, enfrentar crises, montar equipes, cobrar resultados e fazer a máquina funcionar quando ninguém está olhando. E, nesse quesito, Hildon entra na disputa com uma experiência que poucos adversários conseguem apresentar.

O desafio agora é transformar legado em futuro

O problema de Hildon não parece ser falta de história para contar. É conseguir contar de uma forma melhor.O eleitor precisa enxergar que aquele prefeito que administrou Porto Velho por oito anos não está tentando simplesmente repetir o passado. Está tentando levar a experiência adquirida para um Estado que enfrenta problemas maiores e mais complexos.

Hildon não é mais o mesmo de dez anos atrás

É mais velho, mais experiente, mais calejado e, gostem ou não, carrega oito anos de gestão nas costas. Nos debates, ainda procura seu melhor momento. Nas entrevistas, porém, mostra que o “tiozão”, além de não estar fora do jogo, ainda bate um bolão. E talvez a campanha esteja apenas começando a descobrir qual Hildon vai chegar à reta final.

 

 

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima