COLUNADA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – HILDON E CIRONE ESTREIAM NA TV COM UM RECADO DIRETO: “AGORA É HORA DE OLHAR PARA RONDÔNIA INTEIRA”

PUBLICIDADE

Primeiro programa da campanha abandona a lógica da disputa política e aposta em uma ideia simples: transformar o potencial dos municípios em emprego, renda e oportunidades

 

A campanha de Hildon Chaves e Cirone Deiró começou na televisão com uma escolha clara de posicionamento: falar menos da velha política e mais de Rondônia.

No primeiro programa eleitoral, a dupla apresenta uma narrativa que procura alcançar o eleitor não apenas pelo discurso político, mas pela identificação com aquilo que faz parte da vida de quem vive no Estado: o trabalho, a produção, os municípios, as famílias e a esperança de encontrar novas oportunidades sem precisar sair de sua própria região.

O conceito é resumido em uma frase que dá o tom da campanha: “Quero falar de Rondônia por inteiro.”

E essa talvez seja a principal aposta do programa.

Em um cenário eleitoral no qual os candidatos naturalmente vão disputar espaço, números, realizações e críticas aos adversários, Hildon e Cirone tentam construir uma diferença pela perspectiva. Em vez de apresentar Rondônia apenas como um território que precisa de soluções, apresentam o Estado como um lugar que já possui riquezas, trabalhadores e capacidade produtiva — mas precisa de gestão para transformar esse potencial em desenvolvimento.

 

 

NÃO É UMA RONDÔNIA. SÃO MUITAS

Quem vive em Porto Velho conhece uma realidade. Quem mora em Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná, Ariquemes, Rolim de Moura ou em dezenas de pequenos municípios conhece outras.

Há diferenças na economia, na infraestrutura, na saúde, na educação, na segurança e nas oportunidades.

Mas existe algo em comum: a vontade de crescer.

É nesse sentimento que o vídeo procura tocar.

A narrativa apresentada pela candidatura reconhece a força de quem produz, de quem empreende, de quem trabalha no comércio, de quem vive da agricultura e da pecuária e de quem movimenta diariamente as economias locais.

A mensagem é que o governo estadual precisa enxergar essas diferentes Rôndonias e trabalhar para conectá-las.

Não é apenas produzir. É preciso ter estrada.

Não basta ter potencial. É preciso investimento.

Não é apenas sobre ter gente disposta a trabalhar. É sobre criar condições para que o trabalho se transforme em renda e qualidade de vida.

A CAPITAL COMO CARTA DE APRESENTAÇÃO

Outro elemento importante do primeiro programa é a utilização da experiência de Hildon Chaves na Prefeitura de Porto Velho como ponto de partida para a candidatura estadual.

A frase “Já fizemos na capital e agora quero fazer por Rondônia” não aparece por acaso.

Ela procura apresentar ao eleitor uma candidatura que pretende chegar ao Governo do Estado levando uma experiência administrativa construída na maior cidade de Rondônia.

Politicamente, é uma estratégia inteligente: transformar uma trajetória municipal em argumento para uma eleição estadual.

A mensagem implícita é simples: se houve capacidade de realizar mudanças na capital, essa experiência pode ser ampliada para os demais municípios.

É justamente aí que Cirone Deiró ganha espaço na composição da chapa. Conhecido pela trajetória política no interior, o candidato a vice ajuda a reforçar a ideia de uma chapa que pretende combinar a experiência administrativa da capital com uma presença mais próxima das diferentes regiões do Estado.

O DIFERENCIAL ESTÁ NO DISCURSO

A eleição ainda está no começo e será natural que os adversários apresentem suas próprias propostas, trajetórias e resultados.

Mas o primeiro programa já permite identificar o território que Hildon e Cirone pretendem ocupar na disputa.

O território da gestão.

A candidatura tenta fugir de uma campanha baseada exclusivamente em polarização, ataques pessoais ou guerra de narrativas. O foco é apresentar uma pergunta diferente ao eleitor: o que fazer com tudo aquilo que Rondônia já tem?

Essa abordagem pode ser especialmente importante em um Estado que cresceu, diversificou sua economia e passou a exigir soluções diferentes para regiões diferentes.

O desafio não é convencer o rondoniense de que seu Estado tem potencial. Ele já sabe disso. O desafio é mostrar quem consegue transformar esse potencial em resultado concreto.

A frase “já fizemos na capital” funciona como uma espécie de cartão de visita. E o complemento — “agora quero fazer por Rondônia” — transforma essa experiência em proposta eleitoral.

É uma mensagem que aposta na memória administrativa de quem já conhece a atuação do candidato e, ao mesmo tempo, tenta alcançar quem vive longe da capital.

 

COLUNA DA HORA

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima