Não é denúncia da oposição, são documentos oficiais produzidos dentro do próprio Governo de Rondônia

O governador Marcos Rocha encerra seu segundo mandato esse ano, após quase oito anos no comando de Rondônia. Documentos oficiais da Sesau revelam um cenário alarmante no Hospital Regional de Cacoal: falta de profissionais, interrupção no abastecimento de água, lavanderia comprometida e pedido de suspensão de novas admissões nas UTIs adultas.
Em despacho de 17 de agosto, o enfermeiro e coordenador das UTIs, Cristiano Ferreira da Silva, informou que a UTI 1, com 10 leitos, possuía apenas 6 enfermeiros e 20 técnicos ativos na escala mensal. A UTI 2, com 8 leitos, contava com 5 enfermeiros e 17 técnicos. Naquele dia, a UTI 1 funcionava com apenas 3 técnicos de dia e 3 à noite.
CONFIRA OS ARQUIVOS OFICIAIS:
SEI_75581465_Despacho SEI_75588864_Memorando_45
O documento relata equipe esgotada, aumento de atestados e riscos de erros em medicamentos, falhas no monitoramento e infecções hospitalares.
Outro documento, assinado pelo diretor técnico Claudemir Monteiro de Barros e pelos médicos André Nazário de Oliveira e Thaís Rockenbach Gaona Lenzi, informa que, além da falta de pessoal, o hospital estava sem abastecimento regular de água e com a lavanderia comprometida. Eles solicitaram a suspensão temporária de novas admissões nas duas UTIs e o encaminhamento dos pacientes para outros hospitais.
Não é denúncia da oposição. São documentos oficiais produzidos dentro do próprio Governo de Rondônia.
Enquanto esse é o retrato da saúde no fim da gestão, Marcos Rocha tenta emplacar como sucessor Adailton Fúria, ex-prefeito justamente de Cacoal.
A pergunta que não se cala durante essa campanha eleitoral é: Fúria vai oferecer para a população a continuidade do fracasso?
FONTE: COLUNA DA HORA com informações do Comando 364