COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – MARCOS ROGÉRIO PERDE TERRENO E ADVERSÁRIOS AVANÇAM EM CIMA DAS FALHAS DE CAMPANHA; PESQUISA QUAEST REVELA QUEDA DO CANDIDATO ENTRE ELEITORES DE DIREITA

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A queda de Marcos Rogério nas pesquisas começa a produzir efeitos justamente no momento em que a campanha eleitoral entra oficialmente nas ruas e nas redes. O senador ainda lidera a disputa pelo Governo de Rondônia, mas o movimento dos números é um sinal de alerta: saiu de 40% em maio, passou para 36% em julho, apareceu na semana passada com 28,2% na pesquisa Phoenix, realizada entre 15 e 18 de agosto, e ontem, dia 25 de agosto, surgiu na pesquisa da Rede Amazônica, realizada pela Quaest, com 24%.

O segundo colocado aparece já dentro da margem de erro, com 21%, enquanto o terceiro e o quarto surgiram com 10% cada. Nas simulações em um segundo turno, MR manteve uma possível vitória nessa pesquisa, mas a luz vermelha de alerta está mais do que levantando um aviso de “perigo”. Está indicando algo que sua equipe tem dificuldade de decifrar. E essa falta de habilidade do marketing pode custar muito caro, dos próximos dias até o dia 04 de outubro, quando todos saberemos “quem é quem no bilhar e no dominó”.

A CARAVANA ADVERSÁRIA AVANÇA

Mais do que a liderança, chama atenção a trajetória. Enquanto Marcos Rogério perde terreno, adversários como Hildon Chaves mostra que pode chegar lá, enquanto Adailton Fúria permanece mais competitivo do que antes. O cenário indica que a vantagem inicial do senador já não parece tão confortável quanto nos primeiros levantamentos, lá nos meses do início de 2026. Na verdade, está beirando a zona de desconforto.

Esse ambiente também começa a ser percebido na comunicação digital. A decisão de retirar da bio de campanha a visualização pública da quantidade de curtidas, comentários e compartilhamentos pode ser interpretada como uma tentativa de mudar a forma como o desempenho nas redes é percebido. É importante ressaltar, porém, que essa alteração, isoladamente, não comprova uma crise interna. Apenas uma hipótese bem contundente.

O fato concreto é que pesquisa e redes sociais passaram a conversar diretamente com a imagem da campanha. E, no início oficial da propaganda eleitoral, uma candidatura que antes transmitia a sensação de liderança consolidada agora precisa reagir à perda de pontos e, principalmente, evitar que a percepção de queda se transforme em narrativa de enfraquecimento, principalmente entre seus apoiadores ideológicos de direita.

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