COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – COM A OMISSÃO DO GOVERNO, COMERCIANTES DA REGIÃO CENTRAL DE PORTO VELHO RECORREM À PREFEITURA EM BUSCA DE SEGURANÇA POLICIAL

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Empresários e lojistas chegaram a bloquear um trecho da avenida para chamar a atenção das autoridades.

 

A insegurança levou comerciantes da Avenida Carlos Gomes, uma das principais áreas comerciais de Porto Velho, a buscar uma alternativa diante da sequência de furtos, arrombamentos e invasões registradas nos estabelecimentos da região.

Na segunda-feira (24), empresários e lojistas chegaram a bloquear um trecho da avenida para chamar a atenção das autoridades. Segundo relatos dos comerciantes, os crimes têm provocado prejuízos financeiros, além de medo entre trabalhadores e clientes.

A cobrança inicialmente direcionada ao Governo de Rondônia e às forças de segurança acabou levando os comerciantes até a Prefeitura de Porto Velho. Após a manifestação, o prefeito Léo Moraes recebeu representantes do comércio para ouvir as reclamações e discutir medidas emergenciais.

Como resultado da reunião, a Prefeitura anunciou o reforço do patrulhamento na região a partir desta terça-feira (25), das 22h às 6h. A ação será realizada por meio da Atividade Delegada, ampliando a presença policial durante o período considerado mais crítico para furtos e arrombamentos.

A mobilização expõe uma situação que preocupa quem trabalha diariamente no Centro: comerciantes afirmam que não querem apenas recuperar mercadorias ou consertar portas e vitrines quebradas depois dos crimes. Eles cobram presença preventiva e ações capazes de devolver a sensação de segurança para quem mantém as portas abertas.

O episódio também evidencia a necessidade de uma atuação integrada entre Estado e Município. Embora a segurança pública seja uma atribuição constitucional dos governos estaduais, os comerciantes recorreram à Prefeitura em busca de uma resposta imediata diante da percepção de que as medidas existentes não têm sido suficientes para conter a criminalidade na região.

Para os lojistas, a questão vai além do patrimônio. Segurança significa preservar empregos, garantir o funcionamento das empresas e permitir que trabalhadores e consumidores possam circular pelo Centro sem medo.

A expectativa agora é que o reforço no patrulhamento produza resultados concretos e que a medida seja acompanhada por ações permanentes de prevenção e segurança.

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