COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – A CAMPANHA AO GOVERNO QUE ATOLOU NO INÍCIO DA ESTRADA E UMA MARCHA QUE NÃO ENGRENA O MOTOR

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Uma análise das últimas pesquisas divulgadas em Rondônia sobre a sucessão estadual mostra um cenário preocupante para o senador Marcos Rogério (PL). Desde a pré-campanha, o parlamentar não sai do patamar de 28% a 36%, obviamente levando em consideração o índice de votos válidos, desconsiderando os nulos, brancos e indecisos. Na pré-campanha, Rogério demonstrou um fôlego quando a pesquisa do Instituto Amazônia registrou 40% da preferência dos entrevistados no mês de maio. Mas, no início da campanha, o Real Time já demonstrou uma ligeira queda para 36%.

O que parecia apenas um desgaste da virada entre pré-campanha e campanha, culminando, inclusive, com a demissão do marqueteiro argentino Jorge Gerez, tornou-se um vetor de queda. Rogério não se recuperou e sua campanha ligou o botão de alerta ao ocultar curtidas de sua página nas redes sociais.

Um olhar atento sobre as redes do senador observa-se um grande número de comentários orgânicos questionando o parlamentar sobre o pedágio na BR-364, o aumento da energia com a venda da Ceron para Energisa e o cheque de R$ 1 milhão cobrado pelo empréstimo de dinheiro vivo a um empresário de Ji-Paraná.

Seu principal algoz, o candidato Jabá do Partido dos Trabalhadores sempre alertou sobre essa operação obscura e até agora sem uma resposta concreta do parlamentar. Tanto que Jabá venceu 3 vezes de Rogério no Poder Judiciário. O candidato do PT já até pediu música no Fantástico pelas vitórias na Justiça, garantindo seu direito de falar sobre o misterioso caso das cédulas molhadas no caso de plástico.

Mas o senador não tem culpa sozinho de estar estacionado nas pesquisas. Seu pessoal com fama de arrogante não consegue engrenar sequer uma marcha para sair do lugar, nem mesmo entre os bolsonaristas e a galera da Direta. O delegado Camargo, uma solução para crescer na bolha direitista, acabou não acrescentando muita coisa. O apoio do prefeito Léo Moraes também ainda não se traduziu em voto em Porto Velho.

A campanha, meus caros, está praticamente atolada no início da estrada. Rogério tem o mês de setembro para reavaliar seu rumo e tentar conquistar o eleitor perdido da Direita, caso contrário corre o sério risco de nem mesmo estar no segundo turno.

 

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