

Por muitos anos, a rodoviária de Porto Velho foi sinônimo de reclamações. Estrutura antiga, falta de conforto e dificuldades enfrentadas diariamente por passageiros e trabalhadores faziam do terminal um dos problemas urbanos mais visíveis da capital.
A realidade começou a mudar com a construção de uma nova estrutura. Na gestão de Hildon Chaves, foram viabilizados cerca de R$ 44 milhões para a obra, que projetou um terminal com mais de 8,4 mil metros quadrados, 13 plataformas, 26 boxes para empresas de transporte, praça de alimentação, sala VIP, fraldário, banheiros e espaços comerciais.
A transformação ganhou agora um ingrediente que chama atenção: Porto Velho passou a despertar o interesse de Manaus.
O vereador de Manaus Rodrigo Guedes anunciou que pretendia vir a Porto Velho, com recursos próprios, para conhecer de perto o novo terminal e buscar referências que possam contribuir para a melhoria da rodoviária da capital amazonense.
Ele já está na cidade e até postou fotos em suas redes sociais conhecendo a “Rodoviária mais linda do Norte do Brasil”, segundo suas palavras. O conteúdo viralizou e conquistou muitos elogios por parte de amigos e seguidores.
A comparação é simbólica
Uma cidade que durante anos conviveu com uma estrutura criticada por passageiros agora começa a ser observada por quem enfrenta um problema semelhante em outra capital da Amazônia.
É a inversão de uma história: o que antes era apontado como problema passou a ser apresentado como exemplo de transformação.
O legado que vira proposta para Rondônia
Em época de eleição, a experiência da nova rodoviária, não só para turistas, mas para os próprios rondonienses de todos os lugares, de sul ao norte, aponta para uma diretriz que pode ser incorporada a um futuro plano de governo estadual: transformar estruturas públicas degradadas em equipamentos modernos, funcionais e capazes de melhorar a experiência de quem utiliza os serviços públicos.
Para Rondônia, isso significa estabelecer um programa permanente de modernização dos terminais rodoviários estaduais, com padrões mínimos de conforto, acessibilidade, segurança, climatização, conectividade e qualidade dos serviços.
Mais do que construir prédios, a proposta é recuperar a autoestima das cidades e oferecer ao cidadão estruturas públicas compatíveis com a importância econômica e regional de Rondônia.
De uma antiga dor urbana a uma referência observada por outra capital amazônica, a rodoviária de Porto Velho mostra que infraestrutura também pode representar mudança de percepção sobre uma cidade.
