COLUNA DA HORA, OPINIÃO DO JORNALISTA GÉRI ANDERSON – Responsabilidade fiscal: o debate que Rondônia precisa enfrentar

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Hildon Chaves tem colocado a responsabilidade fiscal no centro de seu discurso para o Governo de Rondônia. Em declarações recentes, o ex-prefeito de Porto Velho afirma que, caso chegue ao Palácio Rio Madeira, sua primeira tarefa será “arrumar a casa”, defendendo uma administração baseada em controle dos recursos públicos, eficiência e combate à corrupção.

A crítica de Hildon ao atual governo é mais ampla do que simplesmente falar em gastar menos. Em pronunciamento recente na imprensa, ele questionou a condução das contas estaduais durante a gestão Marcos Rocha, afirmando que o Estado estaria gastando acima de sua capacidade de arrecadação e recorrendo a novos empréstimos.

Esse é um ponto que merece ser discutido sem torcida. Responsabilidade fiscal não significa simplesmente cortar despesas. Significa saber quanto o Estado arrecada, quanto pode gastar, onde deve investir e, principalmente, se as decisões de hoje não vão criar uma conta pesada para o cidadão pagar amanhã.

O próprio histórico administrativo de Hildon também precisa entrar nessa avaliação. O Tribunal de Contas de Rondônia considerou que a gestão fiscal de Porto Velho em 2022 atendeu aos pressupostos da Lei de Responsabilidade Fiscal, incluindo equilíbrio das contas, metas de resultado e limite de despesa com pessoal, mesmo que tenha feito um alerta sobre a proximidade do gasto com pessoal em relação ao limite legal.

É justamente aí que o debate fica mais interessante para o eleitor. Não basta dizer que haverá austeridade. É preciso mostrar quanto será economizado, onde haverá cortes, quais investimentos serão preservados e como o Estado pretende aumentar sua capacidade de investir sem comprometer as contas públicas.

Rondônia precisa de obras, saúde, segurança, educação, infraestrutura e geração de empregos. Tudo isso custa dinheiro. A questão é saber se esse dinheiro está sendo utilizado com planejamento e prioridade.

No fim das contas, responsabilidade fiscal não precisa ser uma bandeira de campanha de um lado contra o outro. É uma obrigação de qualquer governo. Porque quando as contas públicas são mal administradas, a consequência não aparece apenas nos números de um balanço: aparece na obra que não sai, no serviço que piora e no investimento que deixa de chegar à população.

O discurso de Hildon Chaves coloca esse assunto novamente no centro da disputa pelo Governo de Rondônia. Agora, para todos os candidatos ao governo, mais importante do que a promessa de “arrumar a casa” será apresentar ao eleitor como essa arrumação será feita e quais resultados concretos ela poderá produzir.

 

COLUNA DA HORA – JORNALISTA GÉRI ANDERSON

 

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