
Com uma magnitude devastadora, o Partido Liberal (PL) em Rondônia enfrenta uma grave crise interna motivada pelas articulações para a disputa eleitoral ao Senado. Um verdadeiro terremoto desconstruiu e queimou a largada de sua campanha. Mas em uma reação tão inesperada quanto um tremor de terra, o senador e candidato ao governo de Rondônia, Marcos Rogério, demitiu toda a sua equipe de marketing e contratou o renomado publicitário Marcelo Vitorino com o objetivo de reestruturar por completo a sua estratégia de campanha.
Epicentro
A candidatura de Bruno Scheid ao Senado, longe de unir a legenda, tornou-se o epicentro de uma crise que coloca em risco a coesão da chapa majoritária e a estratégia eleitoral do partido no estado.
Ação de Primeiros Socorros e Gestão de Crise
Em um movimento claro para retomar o controle da narrativa e estancar ruídos internos, Marcos Rogério, candidato do PL ao Governo de Rondônia, demitiu toda a sua equipe de marketing. No lugar, já assumiu o comando da campanha o publicitário Marcelo Vitorino.
Abalos sísmicos e Recomeço
Essa troca brusca sinaliza uma tentativa de “reset” na comunicação da campanha, buscando blindar o candidato a governador das turbulências geradas pela disputa de protagonismo dentro da própria legenda.
O isolamento de Bruno Scheid
Enquanto a campanha ao governo se reorganiza respeitando as novas posições das placas tectônicas, Bruno Scheid encontra-se cada vez mais isolado nas hostes do partido. O mal-estar teve um de seus pontos de ruptura na convenção partidária da semana passada. Scheid optou por não participar do evento devido a uma disputa pelo número 222. Embora tenha ficado com a numeração desejada, o episódio deixou um rastro de discórdia que ainda não foi superado.
Atividade vulcânica
A postura do candidato ao Senado tem gerado atritos adicionais. Em reuniões com empresários, Scheid tem declarado abertamente que “não precisa do senador Jaime Bagattoli”. Essa afirmação não apenas desconsidera a importância de uma das principais lideranças do PL no estado, mas também afasta bases que seriam fundamentais para a eleição da chapa majoritária.
Escala Richter com alcance nacional
O isolamento de Scheid em Rondônia é agravado por dinâmicas nacionais. O candidato mantém fortes ligações com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Recentemente, ela tem sido alvo de intensos ataques de setores da própria direita devido a um vídeo que divulgou criticando Flávio Bolsonaro.
Treme-Treme
Essa fricção no topo da cadeia de influência bolsonarista inevitavelmente reflete no cenário local, encolhendo ainda mais a base de apoio de Scheid dentro do PL rondoniense, que busca se alinhar à candidatura presidencial do filho do ex-presidente.
A análise sobre a unidade partidária
Diante desse cenário, a verdadeira questão que se impõe é: como uma legenda pretende disputar o poder Executivo e Legislativo com eficácia quando seus próprios protagonistas priorizam egos e disputas internas em detrimento da unidade necessária para vencer?
Rachaduras
A política não perdoa a desorganização. Um partido rachado na véspera da campanha transfere sua instabilidade para o eleitorado, que tende a punir a falta de coerência e projeto coletivo.
Sem novas fendas e abalos
Resta saber se a nova equipe de marketing de Marcos Rogério terá a habilidade de contornar esse passivo interno, ou se o PL de Rondônia pagará um preço eleitoral irreversível por permitir que disputas de bastidores definam os rumos de sua história.
JORNALISTA GÉRI ANDERSON – EDITOR-CHEFE
