COLUNA DA HORA, JORNALISTA GÉRI ANDERSON – HILDON CHAVES DIZ QUE VAI PRIORIZAR A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO CENTRO HOSPITALAR PARA SUBSTITUIR O JP II

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A situação do Hospital Pronto-Socorro João Paulo II é um tema central e histórico no debate político do estado devido a problemas crônicos de superlotação e infraestrutura precária. Paralelamente à promessa de reconstrução, a gestão estadual atual enfrenta desafios na área, incluindo o recente remanejamento de R$ 231,5 milhões do orçamento da Saúde que estavam originalmente previstos para o Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro).

JP II DEFASADO

Por essas e outras, uma nova unidade hospitalar de grande, porte para substituir o hospital João Paulo II, ganhou destaque na Imprensa regional após o ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao governo do estado, Hildon Chaves, afirmar que pretende construir do zero uma nova unidade de urgência e emergência para a capital no prazo de dois anos e meio. A proposta foi apresentada como resposta à precariedade estrutural da atual unidade, que, segundo ele, já não comporta a demanda.

SOLUÇÃO DEFINITIVA

Durante entrevista na Imprensa nos últimos dias, Hildon afirmou que o hospital conta com profissionais altamente qualificados, mas opera em condições inadequadas. Além disso, disse que a situação chegou a um ponto insustentável e voltou a defender o novo hospital João Paulo II como solução definitiva, em vez de intervenções parciais. Para reforçar a viabilidade da promessa, citou a construção da nova rodoviária de Porto Velho, executada em sua gestão.

SE LIGA NA VISÃO

Na visão de Hildon, a construção de um novo hospital João Paulo II deve ser tratada como prioridade absoluta. Ele confirma que os servidores vivem em situação preocupante e, muitas vezes insalubre, e que o atual prédio não oferece a estrutura adequada para uma unidade que concentra atendimentos de alta complexidade e recebe pacientes em estado grave de diferentes regiões. Segundo o pré-candidato, a manutenção dessa estrutura representa desperdício de dinheiro público e prolonga um problema já conhecido há décadas.

PORTFÓLIO

Ao citar a nova rodoviária da capital, construída em sua gestão como prefeito após décadas de cobranças e espera por parte da população, Hildon buscou sustentar o discurso de capacidade de execução. A comparação foi usada como exemplo de uma obra que, para muitos, parecia inviável, principalmente nas gestões passadas, mas que acabou sendo concluída em um ano e oito meses. Com isso, ele tenta associar a proposta do hospital a uma imagem de entrega rápida e gestão eficiente.

NOVA PROPOSTA

Outro ponto explorado no discurso foi a crítica ao contrato anterior de modernização. Hildon afirmou que o governo foi alertado repetidas vezes sobre problemas no modelo adotado e fez duras acusações ao empresário ligado à obra. A fala acrescenta um tom de confronto político à pauta, transformando o novo hospital João Paulo II também em argumento eleitoral.

URGÊNCIA

Ao ampliar o peso da discussão, Hildon disse que nem mesmo diante de uma emergência envolvendo uma autoridade nacional Porto Velho teria hoje estrutura mais adequada do que o João Paulo II, seja na rede pública ou privada. A declaração busca evidenciar a centralidade da unidade na assistência médica do estado e reforça o argumento de urgência para uma solução definitiva.

CURRÍCULO

O histórico do pré-candidato também foi incorporado à narrativa. Ex-promotor de Justiça, empresário da educação e prefeito da capital por dois mandatos, Hildon tenta converter sua experiência administrativa em ativo político para 2026. Nesse contexto, o novo hospital João Paulo II aparece como símbolo de uma agenda de obras estruturantes e de crítica direta à atual condução do governo estadual.

PRIORIDADE

A discussão sobre o novo hospital João Paulo II tende a ganhar espaço na disputa pelo governo porque reúne dois elementos de forte apelo: um problema concreto vivido pela população e uma promessa de solução com prazo definido.

SAIR DO PAPEL

A partir de agora, o debate sobre o novo hospital João Paulo II deve se concentrar em viabilidade, custos, projeto e capacidade real de execução de uma obra desse porte.

 

FONTE: COLUNA DA HORA / IMPRENSA REGIONAL / SITE TV DO POVO

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