FOTO: Site Euideal
Você sente que os preços dos aluguéis em Porto Velho só aumentam? Esse problema afeta o bolso e a qualidade de vida de quem busca um imóvel. Muitas vezes, fatores invisíveis como valorização do bairro, infraestrutura e demanda empurram o valor para cima. Proprietários e corretores de imóveis também superestimam o preço, dificultando acordos.
O resultado? Imóveis parados ou locações acima do mercado.
A especulação imobiliária e os preços elevados de aluguel e venda de imóveis em Porto Velho são uma realidade marcante, nos últimos anos, Porto Velho chegou a registrar o terceiro metro quadrado mais caro do país.
O mercado imobiliário da capital de Rondônia experimentou uma forte valorização nos últimos anos, impulsionado por características socioeconômicas muito específicas da região e pela retenção estratégica de terras urbanas. Isso tem causado muita indignação por parte de investidores e de clientes que buscam alugar ou comprar imóveis, principalmente nas regiões mais afastadas dos cartões postais da cidade.
Servidores Públicos
A expressiva fatia de funcionários públicos com estabilidade financeira e renda fixa acima da média regional atrai a precificação para o topo. Proprietários e corretores usam injustamente e, até, abusivamente esse teto salarial como base para a cobrança de aluguéis residenciais e comerciais. Esse cenário, agravado por essa concentração, infla o custo do metro quadrado e dificulta o acesso à moradia digna.
Retenção de Terrenos
Grandes lotes e imóveis vazios em áreas centrais ou em franca expansão (como nas proximidades da Av. Calama e Av. Lauro Sodré) são mantidos sem uso por investidores. Eles aguardam melhorias públicas na infraestrutura para lucrar no futuro, esvaziando a oferta imediata.
Ação do Especulador
Terrenos ou imóveis desocupados intencionalmente à espera de valorização forçam a escassez de opções disponíveis, elevando artificialmente os preços ao redor.
Ciclos de Grandes Obras
O histórico impacto migratório causado pela construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira estruturou um patamar elevado de preços que nunca retornou aos níveis originais. É a chamada “herança maldita”, pois só sobraram placas de “Aluga” e “Vende” pelas ruas. Não existe mais disputa por imóveis, muito pelo contrário. A demanda imobiliária do ciclo foi embora. Mudou de cidade. Porque os preços não voltaram ao normal?
Discrepância nos Valores
Enquanto algumas regiões próximas ao centro chegam a registrar o metro quadrado acima de R$ 10.000 (como em bairros como a Nova Porto Velho), a realidade salarial empurra grande parte da população para a periferia da cidade.
Especulação Imobiliária
Enquanto houver essa prática a Capital de Rondônia vai continuar com o status de abuso imobiliário nos preços de negociação e quem perde com isso não é apenas um pequeno grupo de privilegiados, e sim, uma massa muito grande que busca melhores condições de moradia e investimento comercial na região.

JORNALISTA GÉRI ANDERSON – COLUNA DA HORA