
A distribuição de cigarros está com instabilidades em Porto Velho, o que vem causando a escassez pontual de marcas convencionais em adegas, tabacarias e conveniências locais. A interrupção tem provocado falta de itens de reposição e atrasos na entrega dos estoques para o comércio da região. Quem ganha com isso são os cigarros clandestinos, que além de fazer um mal muito maior ao corpo humano, nessa ausência de cigarros com mais qualidade no mercado, acabam ganhando novos consumidores.
FÁBRICA SOUZA CRUZ
Em 2020, a companhia passou por uma reorganização global e mudou seu nome para BAT Brasil (British American Tobacco Brasil). A empresa continua operando normalmente, detendo uma grande fatia do mercado e produzindo marcas conhecidas como Derby, Dunhill, Hollywood e Lucky Strike, que são exatamente as mais procuradas por fumantes no país.
Em Porto Velho, diversos estabelecimentos de venda dos cigarros famosos estão sem repor o estoque há mais de 10 dias. Até nas lojas de conveniências mais famosas as prateleiras estão esvaziadas.
Por mais que a empresa siga firme no mercado, suas operações sofreram algumas mudanças estruturais importantes no Brasil. Duas fábricas importantes fecharam as portas, sendo uma em Santa Catarina e outra no Rio Grande do Sul. Na Região Norte o produto acabou ficando mais escasso por conta de logística na distribuição.
Outro fator relevante é que os altos impostos sobre o cigarro legal no Brasil encarecem o produto. Isso faz com que marcas clandestinas sejam vendidas por um terço do valor, empurrando o comércio formal (marcas famosas) para fora das prateleiras, principalmente no interior.
Muitas vezes, o próprio comercio local opta por não vender mais o cigarro famoso, já que a margem de lucro é pequena e o valor do atacado acaba sendo alto, ao contrário da concorrência dos contrabandeados. O Brasil hoje é o maior consumidor de cigarros clandestinos no mundo, com 40 bilhões de unidades vendidas no país ao ano.