O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) iniciou uma mobilização para solicitar que as corridas promovidas pela Funpace deixem de ser realizadas na região central de Porto Velho e sejam transferidas para outro espaço da cidade.
Segundo a entidade estudantil, o evento esportivo, realizado semanalmente no período noturno, provoca mudanças nas rotas do transporte coletivo às terças-feiras, gerando transtornos para estudantes, trabalhadores e demais usuários que dependem dos ônibus para seus deslocamentos diários.
De acordo com o DCE, uma das principais preocupações está relacionada à interrupção da passagem de diversas linhas pela Praça Marechal Rondon, considerada um dos principais pontos de integração do sistema de transporte público da capital.

Os estudantes argumentam que a alteração obriga muitos passageiros a desembarcarem em locais mais distantes de seus destinos habituais, aumentando o tempo de deslocamento e expondo usuários a situações de insegurança no trajeto até suas residências, locais de trabalho ou instituições de ensino.
Na manifestação divulgada pela entidade, o DCE ressalta que reconhece a importância da prática esportiva e das atividades de lazer para a população, mas defende que a corrida seja realizada em um local que não comprometa o funcionamento do transporte coletivo.
O Diretório Central dos Estudantes informou ainda que está encaminhando ofícios à Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran), ao Detran e ao consórcio responsável pelo transporte coletivo, solicitando a transferência do evento para outro ponto da cidade.
FUNPACE
O FunPace é um movimento de corrida noturna urbana que virou febre nas noites de terça-feira em Porto Velho. No entanto, o crescimento acelerado do evento gerou debates intensos entre estudantes, trabalhadores e adeptos da corrida na capital rondoniense, envolvendo desde o impacto na mobilidade até críticas estruturais à gestão pública.
O projeto nasceu de forma despretensiosa com apenas 20 pessoas e escalou rapidamente para um movimento que arrasta multidões pelas ruas do centro. Sem caráter competitivo, o foco é promover a saúde, o bem-estar e a ocupação cultural de pontos históricos da cidade, como o entorno do Prédio do Relógio e a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
O movimento conta com suporte de secretarias municipais para segurança e ordenamento urbano. Embora seja amplamente elogiado pelo incentivo ao esporte, a dimensão alcançada pelo circuito de 5 km provocou desafios logísticos significativos na região central.
As interdições de vias importantes, como a Avenida Sete de Setembro e arredores, impactaram diretamente as linhas de transporte coletivo no período noturno.
Com isso, as reclamações da Comunidade Acadêmica foram inevitáveis. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unir está encabeçando abaixo-assinados apontando que os bloqueios prejudicam o deslocamento de trabalhadores e universitários, expondo falhas no planejamento de rotas alternativas e na comunicação entre as pastas de trânsito e a comunidade afetada.
Em suma: às terças-feiras ninguém mais chega em casa ou na sala de aula nos horários de costume. E pra variar, ainda há os percalços por conta da parada de ônibus fora da rota.
FONTE: TVC / JORNALISTA FELIPE CORONA / COLUNA DA HORA / JORNALISTA GÉRI ANDERSON /