COLUNA DA HORA, Jornalista Géri Anderson – NÃO SE CONTENTANDO COM O RESULTADO, PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO ADAILTON FÚRIA DIZ QUE PESQUISA DO INSTITUTO VERITÁ É “ENGANAÇÃO”; MAS FICA UMA PERGUNTA NO AR – E O “ESPELHO, ESPELHO MEU”?

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NÃO GOSTOU DO RESULTADO

O ex-prefeito de Cacoal e agora pré-candidato ao Governo de Rondônia, Adaílton Fúria, estava “injuriado” em sua postagem realizada na última terça-feira, menos de 24 horas atrás. O motivo é o resultado onde ele aparece brigando para estar na segunda colocação na corrida eleitoral majoritária. Fúria chegou a comemorar quando a Justiça Eleitoral mandou suspender a divulgação, mesmo que o motivo tenha sido erros técnicos na divulgação de datas e outras informações.

DIVERGÊNCIA

A juíza eleitoral Letícia Botelho suspendeu liminarmente a última pesquisa do Intituto Veritá em Rondônia até o esclarecimento de 7 pontos divergentes. A decisão é baseada na representação impetrada pelo PSD, liderado por ele mesmo, o ex-prefeito Adailton Fúria, que aparece em segundo lugar na sondagem divulgada no último dia 14 de maio, praticamente empatado com o ex-prefeito Hildon Chaves.

FURIOSO

Ontem, ao gravar seu vídeo para redes sociais, em tom exaltado, Fúria disse que o Instituto Veritá recebe propina para divulgar pesquisas falsas. “Me ajudem a descobrir quem está pagando por essas pesquisas”, enfatizava. O pré-candidato apoiado pelo Governador Marcos Rocha acha que seu desempenho é bem maior e tem aceitação para estar bem posicionado nas eleições.

ESTADO DE FÚRIA

Mas a segunda colocação não é uma boa posição? Deu a entender que para ele não. Ou será que o fato do Senador Marcos Rogério estar com pontuação dobrada em relação a intenção de votos o assusta? Tem mais: O outro pré- candidato, Hildon Chaves, estar a menos de dois pontos atrás de sua posição na pesquisa o irritou mais ainda, o deixando inclusive em estado de fúria?

MATURIDADE

Por falar em “estado de fúria”, na semana passada alguns jornalistas questionaram a maturidade do pré-candidato que está furioso. A maioria colunistas experientes em eleições, escreveram que Adaílton Fúria precisa aparecer sem ser confundido com “meninos da idade dele”.

TRADUZINDO

Em outras palavras, mencionaram o seu estilo visual fora de padrão para quem quer ser Governador, um cargo que exige seriedade e responsabilidade, ao contrário de usar o veículo automotor e sair fazendo manobras perigosas e dando cavalos de pau na rua, assim como também andar de camiseta e boné.

TÁ CERTO OU ERRADO?

Este escriba aqui não deixa de concordar sob alguns aspectos analisados pelos colegas jornalistas quando se fala em imagem pessoal. Aí se passa uma imagem não-adequada para quem quer demonstrar experiência, tomar decisões que mude o rumo do desenvolvimento do Estado e o futuro da população e, até mesmo, provar que tem habilidade acima da média para administrar uma máquina pública gigante. O leitor concorda comigo?

MARKETING POLÍTICO

Pode ser que ele não saiba, mas o estudo da imagem do candidato, fundamental no marketing político, analisa como o eleitor percebe a identidade, a reputação e a credibilidade do postulante. Ele envolve o alinhamento entre a comunicação verbal e não verbal, a aparência pessoal, a postura em debates e a narrativa digital nas redes sociais.

NARRATIVA E IDENTIDADE

A imagem deve ser um reflexo autêntico dos valores, propostas e da trajetória do candidato. Mas enfim, ninguém veio aqui pra ensinar terceiros a vestir uma camisa e tirar o boné, não é mesmo? Apesar de quê a gestão da imagem nas redes sociais exige o alinhamento entre o comportamento online e offline. O estudo estratégico do eleitor, através de pesquisas de opinião, permite identificar as demandas sociais para moldar o posicionamento do candidato e evitar crises de imagem.

APRESENTANDO

Ninguém ganha “eleição no tapetão”, como você mesmo especulou no vídeo, Sr. Adaílton, mas também não ganha com arrogância e com acusações sem fundamento. Também não leva voto se não transparecer um comportamento equilibrado, sóbrio e sem transparência intelectual. Acima de tudo, não se conecta com novos eleitores sem ter uma boa apresentação interpessoal.

SEM EXAGEROS

A mesma instituição criticada pelo pré-candidato vai lançar outra pesquisa em poucos dias e, os insatisfeitos, precisam primeiro se olhar no espelho para depois avaliar se as acusações sem fundamento realmente soam com razão ou não passam de um comportamento caracterizado por um sentimento exagerado de superioridade e na sua mais pura essência interna e pessoal.

 

COLUNA DA HORA – JORNALISTA GÉRI ANDERSON

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