O comércio no centro de Porto Velho enfrenta uma onda constante de furtos e arrombamentos, com foco em vestuários, joias, celulares, condensadoras de ar e outros materiais, resultando em prejuízos frequentes, especialmente nas Avenidas Carlos Gomes, Sete de Setembro e arredores. Os criminosos frequentemente agem durante a madrugada.
Empresários relatam a necessidade de fechar as lojas mais cedo e os altos custos com consertos de portas e telhados, além da perda de mercadorias. Os lojistas pedem maior policiamento ostensivo na área comercial para conter a criminalidade e evitar o fechamento de mais estabelecimentos.
Enquanto isso, a segurança pública padece. A impressão que se tem é que estamos vivendo em uma série cinematográfica de roubos, igual aquelas que a plataforma Netflix dispõe aos seus usuários. A criminalidade crescente está dominando a noite na Capital há meses e ainda não se vê nenhum resultado por parte da polícia investigativa e até mesmo a que atua no front, durante as rondas noturnas.
Os noticiários diariamente veiculam títulos onde o protagonista é o bandido, que não respeita mais nem as viaturas policiais, quando a mesma se aproxima de uma ação criminosa os meliantes começam a atirar contra a guarnição.
A parte positiva de tudo isso que vem acontecendo em Porto Velho, é que existe um Polícia Militar muito bem preparada para esse tipo de enfrentamento, não é a toa que os “ladrões” e outros criminosos sempre se dão mal quando são pegos em flagrante, no ato da ação. Mas, infelizmente, isso nem sempre acontece.
O prejuízo no comércio já é evidente. Só na última noite, na segunda-feira (11), foram mais de 100 mil reais em um furto de semi-jóias e celulares, com duas lojas na Avenida Carlos Gomes sendo violadas. Imagine a audácia desse grupo invadir lojas em uma das avenidas mais vigiadas da cidade. Câmeras e circulação de veículos não faltam. Mas o carro da polícia parece que está levando falta nessas ações audaciosas da bandidagem.
Em abril deste ano, uma loja na Avenida 7 de Setembro teve 20 centrais de ar e 20 colchões furtados, com os bandidos entrando por um imóvel vizinho. Em janeiro, outro furto foi registrado na região central, com o suspeito invadindo pelo telhado. De lá para cá a criminalidade não deu folga para os comerciantes da região central.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
- Ondas de Furtos: Lojas na área central têm sido alvo recorrente, com relatos de arrombamentos, invasões e furtos de materiais.
- Alvos Frequentes: Condensadoras de centrais de ar são um dos principais alvos, frequentemente arrancadas, causando danos e prejuízos aos comerciantes.
- Localização: A região central da cidade, incluindo ruas como a José de Alencar, Tenreiro Aranha, Henrique Dias e as Avenidas Carlos Gomes e Sete de Setembro, concentra os casos.
- Ação de Vândalos: Além do furto, os criminosos também danificam as propriedades.
- Segurança Pública: Comerciantes pedem maior ação policial contra os furtos, que vêm acontecendo de forma frequente.
A Secretaria de Segurança Pública, sob acompanhamento do Governador Marcos Rocha, precisa tomar atitudes de contenção dessas ocorrências imediatamente. Se continuar assim, a bandidagem vai continuar a se sentir à vontade para fazer o que bem entender, inclusive voltar a entrar em residências, como ocorria em um tempo não muito distante dos dias de hoje. Se isso acontecer, não precisa nem esperar janeiro para entregar o cargo. Levanta da cadeira e vai embora.
COLUNA DA HORA – JORNALISTA GÉRI ANDERSON