Atualmente, o cenário político do governador Marcos Rocha (União Brasil) é marcado por um conflito interno severo com seu vice-governador e uma queda nos índices de aprovação popular, segundo levantamentos nacionais recentes. Em maio de 2026, a crise se agravou com derrotas judiciais de seus aliados internos e a consolidação de um racha com o grupo político de seu vice, Sérgio Gonçalves.
Baixa Aprovação Nacional
O desgaste político na popularidade é evidente em pesquisa da AtlasIntel divulgada no final de 2025, Rocha figurou na 22ª posição entre os 27 governadores, notícia recebida com frustração por setores da imprensa e da sociedade que esperavam uma mudança na gestão.
Rompimento com o Vice
O clima de crise política e o racha interno entre Marcos Rocha e o vice-governador Sérgio Gonçalves é de hostilidade aberta. Rocha exonerou diversos servidores ligados ao gabinete de Gonçalves após este sinalizar intenção de disputar o Governo em 2026. Inclusive, exonerou até os assessores mais próximos, esvaziando a sala do inimigo.
Derrota Judicial do Grupo Opositor
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um pedido de Sérgio Gonçalves para reverter as exonerações, o que reforça o isolamento político do vice dentro da estrutura estadual. Atualmente, o ex-amigo do governador só tem uma sala e os móveis de decoração, sem ninguém nem pra servir um café.
Isolamento de Candidaturas:
Ao não renunciar para disputar o Senado, Rocha “enterrou” os planos políticos do seu vice (que assumiria o governo) e de outros grupos que buscavam ascensão antecipada ao poder.
Permanência no Cargo
O governador confirmou oficialmente que cumprirá o mandato até 5 de janeiro de 2027, abrindo mão de disputar o Senado nas eleições de 2026 para manter o controle da máquina estadual e evitar que o comando passasse para seu agora desafeto político.
Perfil Outsider
Eleito originalmente como um nome de fora da política tradicional e apoiado pelo “bolsonarismo”, Rocha hoje enfrenta o desafio de manter sua base unida em meio a acusações de perseguição política feitas por seus próprios aliados de chapa.
Ponto de Atenção
O enfraquecimento é mais visível na coesão da base governista do que na governabilidade direta, já que a manutenção das exonerações pelo STF deu ao governador uma vitória jurídica momentânea sobre a dissidência interna.
Se meteu onde não devia
Recentemente, a vitória do prefeito bolsonarista Marcélio Brasileiro (PL), de Nova Mamoré, para a presidência da AROM mostrou um alinhamento entre dezenas de prefeitos do interior, em especial os do Cone Sul. O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) mais uma vez se viu em uma crise na sua reputação, pois gerou diretamente uma derrota às suas articulações para eleger outro prefeito. Passou vergonha.
Eleições ao governo
A vitória de Marcélio Brasileiro reflete diretamente nas próximas eleições para o governo, pois o mesmo apoia o pré-candidato Marcos Rogério, naturalmente por ser do mesmo partido e ainda amigo de longa data. E como todo mundo já sabe, Marcos Rocha vai pedir votos para Adaílton Fúria, inclusive usando a máquina estrutural do Governo do Estado. Sem as dezenas de prefeitos do grupo vencedor da eleição da AROM vai ficar complicado.
JORNALISTA GÉRI ANDERSON – EDITOR-CHEFE DO PORTAL COLUNA DA HORA