
De acordo com o chefe do Executivo, Tony Pablo, que assumiu após o ex-prefeito Adailton Fúria se candidatar ao Governo do Estado, a decisão foi tomada após levantamento técnico realizado pela Secretaria de Fazenda, Secretaria de Planejamento, contador do município, Controladoria Interna e Procuradoria-Geral.
O novo prefeito assumiu a prefeitura de Cacoal no início de abril e, após reunião com o seu secretariado, afirmou que a cidade precisa economizar e priorizar investimentos em saúde, educação e obras essenciais.
PORTO VELHO
Um exemplo que deveria ser seguido aqui na Capital também, pois nos últimos 16 meses, Porto Velho se tornou um grande centro de eventos realizados pela prefeitura, alguns necessários e que fazem parte do calendário cultural, outros, totalmente desnecessários para o momento em que a cidade passa, defasada em infraestrutura, com ruas esburacadas e enormes poças de água parada, com a saúde massacrando a população, faltando atendentes e médicos, uma fila que leva até 5 horas de espera em Upas e a educação capenga, cheia de problemas, desde a falta de professores, servidores, problemas no transporte escolar na zona rural, até aos atrasos na entrega de kits escolares e uniformes.
CACOAL
De acordo com a prefeitura de Cacoal, o cenário financeiro exige ações imediatas para equilibrar as contas públicas. Um dos principais pontos do decreto é a suspensão de gastos públicos com grandes eventos e shows custeados pelo município. O prefeito afirmou que Cacoal não pode mais gastar dinheiro com esses grandes eventos.
A nova política busca reduzir despesas consideradas não essenciais neste momento de dificuldade financeira. Durante o anúncio, a prefeitura apresentou números que mostram a situação fiscal do município. Entre janeiro e março, Cacoal precisou pagar R$ 1,7 milhão em dívidas confessadas referentes ao ano de 2025.
Além disso, foram quitados aproximadamente R$ 3 milhões em verbas rescisórias. Outro dado apontado pela gestão é um déficit de cerca de R$ 2.826 milhões relacionado ao gasto de pessoal na área da saúde.
Também foi informado saldo negativo superior a R$ 7 milhões no caixa municipal, conforme balancete do primeiro trimestre.
Além da restrição de grandes eventos, o decreto prevê economia em diversas áreas da administração pública, como diárias de servidores, passagens, festas públicas, contratações não prioritárias e despesas administrativas. A meta é reorganizar o orçamento e garantir recursos para serviços essenciais.
Mesmo com o corte de gastos, a prefeitura informou que pretende realizar eventos tradicionais do município, como a Cafecal, mas com foco na valorização da cultura local. A proposta é priorizar artistas de Cacoal, reduzindo custos e incentivando talentos da cidade.
O prefeito também pediu apoio dos vereadores e informou que buscará recursos externos por meio de emendas parlamentares de deputados estaduais e da bancada federal. Segundo ele, esse reforço será importante para ajudar o município a superar a crise financeira.
A gestão municipal destacou que os recursos disponíveis serão destinados principalmente para saúde pública, educação, continuidade de obras e serviços essenciais. Prefeitura de Cacoal corta shows e eventos de grande porte para conter gastos. Município enfrenta crise financeira, déficit milionário e vai priorizar saúde, educação e obras públicas.
Fonte: Assessoria / COLUNA DA HORA