A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narcofluxo, uma megaoperação contra uma organização criminosa acusada de lavar dinheiro e realizar transações ilegais superiores a R$ 1,6 bilhão. Entre os 39 presos temporários estão os cantores de funk MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, e ainda o influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei (3 milhões de seguidores), e Chrys Dias (15 milhões de seguidores).
A ação, que cumpre 84 mandados judiciais em oito estados e no Distrito Federal, revela como o universo do entretenimento digital pode se conectar a esquemas financeiros complexos — e como o sistema de Justiça responde a essa nova fronteira do crime organizado.
LAVAGEM DE DIVISAS
O termo “lavagem de divisas” é frequentemente utilizado para descrever a interseção entre dois crimes financeiros distintos, mas correlacionados: a Lavagem de Dinheiro e a Evasão de Divisas. A Lavagem de Dinheiro consiste em ocultar ou dissimular a origem ilícita de bens ou valores (dinheiro de tráfico, corrupção, etc.) para que pareçam legais. Já a Evasão de Divisas ocorre quando há o envio de valores ao exterior sem declaração oficial ou por meios ilegais (como o “dólar-cabo” ou criptomoedas), visando proteger a política cambial e as reservas do país.
PONTO CHAVE
Na lavagem, o dinheiro deve vir de um crime. Na evasão, o dinheiro pode ser lícito (lucro de uma empresa), mas sua remessa é feita de forma ilegal.
OPERAÇÃO NARCOFLUXO
Cerca de 200 policiais federais, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, cumpriram mandados em endereços de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Além das prisões, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e armas. Um detalhe simbólico chamou atenção: um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar sobreposto a um mapa do estado de São Paulo.
Fonte: Polícia Federal