
Porto Velho teve notas baixas em saneamento, transparência e serviços básicos
FORÇA POLÍTICA
A pesquisa nacional do Instituto Veritá coloca o prefeito Léo Moraes no topo do ranking de aprovação entre as capitais, com 94,5% . O número chama atenção e projeta força política. O mesmo levantamento, no entanto, revela áreas críticas que atingem o cotidiano da população de Porto Velho e expõem fragilidades estruturais da gestão.
SEM ENTREGAS ESSESNCIAIS
Entre as três piores áreas da capital, aparecem Saneamento e Meio Ambiente, com nota 3,4; Atendimento ao Cidadão, com 4,0; e Saúde, com 4,2 . Os dados constam no quadro “3 Piores Áreas de Cada Cidade”, na página 6 do relatório. O contraste com o índice de aprovação indica descompasso entre imagem política e entrega de serviços essenciais.

E TEM MAIS
No recorte dos piores serviços, o cenário se agrava. Coleta e tratamento de esgoto recebeu nota 2,7; coleta seletiva e reciclagem, 3,0; e apoio ao tratamento de dependência química, 3,5 . As informações estão na página 9, no quadro “3 Piores Serviços de Cada Cidade”. Trata-se de setores ligados à saúde pública, meio ambiente e política social, áreas que impactam bairros periféricos e regiões com infraestrutura precária.
PORTO VELHO MAPEADO NEGATIVAMENTE
O próprio relatório destaca, na média geral das capitais, que serviços como apoio ao tratamento de dependência química, exames de maior complexidade, informações e gastos públicos e manutenção de bueiros figuram entre os que mais exigem melhora . Porto Velho aparece dentro dessa tendência negativa em pontos sensíveis.
RANKING INTERMEDIÁRIO
No ranking de médias por cidade, Porto Velho registra nota 5,0 . O índice posiciona a capital atrás de cidades como Boa Vista, Curitiba e Vitória. A nota indica desempenho intermediário, distante dos melhores resultados nacionais.
UM PESO POLÍTICO HISTÓRICO
A gestão Léo Moraes obtém reconhecimento em transporte público, educação e segurança pública como melhores áreas locais . Ainda assim, o núcleo duro da política urbana, saneamento e transparência administrativa, surge como ponto de tensão. Em uma capital amazônica, com desafios históricos de infraestrutura, a baixa avaliação do esgoto e da reciclagem carrega peso político.
POPULISTA DEMAIS, COMPETÊNCIA DE MENOS
A leitura política do levantamento mostra que aprovação não elimina gargalos. A pesquisa expõe que a popularidade do prefeito convive com falhas estruturais. Em cenário pré-eleitoral ou de consolidação de liderança regional, os dados funcionam como alerta. O eleitor distingue imagem de gestão concreta quando o serviço não chega na ponta.
E PARA COMPLETAR
Fontes informaram este jornalista que vai haver uma remodelação da Secom. Essa mudança deve passar pela exoneração do Sec. Francisco Costa, e pelo diretores Muryllo Ferri, do jornalismo, e Ana Vacaro, das mídias sociais. Ainda não se sabe exatamente quem seriam os substitutos, mas há fortes indícios de que para as diretorias seriam, Iuri Máximos, para o Jornalismo e Larissa Rodrigues para as mídias sociais.
O ASSESSOR QUER SER SECRETÁRIO DA SECOM
Rolam buchichos de que esta seria uma condição imposta pelo assessor Anderson Parente para assumir o posto. Esse jovem tem “formação superior” em Tik Tok com “pós graduação” em Instagram e Facebook. Sim, o prefeito Léo vai colocar oficialmente o rapaz que já manda na comunicação como secretário de comunicação. Detalhe: Ele não possui experiência ou conhecimento técnico nenhum em Jornalismo ou Publicidade & Propaganda. Mas é amigo pessoal do prefeito e isso é que importa, não é mesmo. Uma coisa os dois tem em comum: a birra. Ainda bem que hoje temos IA para socorrer o mancebo.
OUTRA COISA
Parente na figura de Secretário da Comunicação deve assumir a gestão de gastar mais de 10 milhões até setembro, que é quando acaba o contrato com a Pen 6, Agência de Publicidade que atende a Prefeitura, Governo, Detran e Assembleia Legislativa, e também deve ditar a licitação de mais de 18 milhões da publicidade de Porto Velho.
DEPOIS EU TE CONTO
Parente tem participado de reuniões em Brasília e Maceió tratando do tema. Voltamos a falar sobre isso nas próximas colunas.
COLUNA DA HORA – JORNALISTA GÉRI ANDERSON DRT/RO 1795